quarta-feira, 12 de julho de 2017

Compras online

É sempre um risco, principalmente quando mandamos vir de sites chineses. Nunca percebemos bem a qualidade dos tecidos, os tamanhos variam muito consoante os modelos, etc.
Há tempos mandei vir umas coisinhas a medo (também com receio que ficassem presas na alfândega). Depois mandei vir outras...claro que umas foram certeiras, mas outras acabei por dar a outras pessoas pessoas por não me servirem (ou muito grande ou muito pequeno) ou por causa do tecido (há alguns que me fazem comichão).
Desta vez andei a saltitar entre dois sites que vendem basicamente a mesma coisa, mas um tem comentários de pessoas que já compraram e o outro não. Então gastei um par de horas a ler tuuuuudo, a comparar, e pimba! Mandei vir umas quantas pecinhas que não se veem à venda por cá. Chegaram em duas semanas (tendo em conta que podem demorar 2 meses a chegar não é mau). E não é que acertei nos tamanhos todos?! Ficou tudo perfeito! Agora só me falta ter férias de Verão (que já não tenho, ahahahahah) para usar os mil e um vestidos que mandei vir :)

Isto tudo para dizer que ainda não fui aos saldos. Não tenho tido tempo nenhum e só no escurinho da noite é que consigo agarrar-me ao iPad e passar os olhos pelos sites. Queria muito espreitar uma Zara, mas não tenho agenda livre nos próximos tempos e o que está no site é muito limitado. Depois ando a cuscar no Instagram e tooooda a gente anda a poupar nos Saldos menos eu!

Também não me posso queixar, entre muitas horas de trabalho também tenho tirado alguns dias para viajar, por isso é que ando sem tempo.


terça-feira, 11 de julho de 2017

É agora que vou aderir à Uber

Nunca fui fã de taxis nem dos seus condutores. Um mais simpático, outro mais carrancudo, uns aceleras, outros molengões, enfim, apanhei de tudo...Achava eu!
Chegada ao aeroporto de Lisboa apanho um táxi da Cooptaxis e digo que quero ir para a zona das Avenidas Novas. Desde que arrancou até chegar ao destino o raio do mal encarado do taxista não parou de reclamar (chingar, mandar vir, rosnar) connosco porque a volta era pequena para quem já tinha estado uma hora à espera na fila para atender no aeroporto. E foi dar uma volta gigante para chegar ao destino, andou a ultrapassar pela direita a fazer rally e fez uma transgressão grave no meio da Av. da República. Quando saímos do taxi ele desata a gritar palavrões e anormalidades para meio mundo ouvir. Eu fiquei perplexa, cheia de vergonha por ter presenteado a minha família daquele triste espectáculo.
Não queria fazer o serviço que dissesse, espera muito tempo e só quer apanhar alguns estranjas para ir para Cascais então que jogue no euromilhões ou compre rifas. Sinceramente, que recepção tão infeliz a chegar a casa. Imagino um estrangeiro quando cá chega! Eu vou já avisar a todos: NÃO APANHEM TÁXIS NO AEROPORTO DE LISBOA - NEVER TAXIS FROM LISBON'S AIRPORT. Parece que são escolhidos a dedo para serem os mais chungas da espécie. E para que a história não termine aqui fiquei com os dados do táxi e já apresentei queixa. Aquela pessoa não tem perfil para a profissão que exerce. Devia trabalhar num sítio onde não tivesse de ter qualquer espécie de contacto humano, o homem é louco e é bem capaz de bater em alguém (só não o deve ter feito porque o santo Guapo embora não tivesse aberto a boca é um latagão de impor respeito).

Posto isto, como é óbvio, fiquei com terror a taxistas (por uns pagam outros, é certo)! Agora instalei o Uber mas não consigo perceber se eles vão buscar pessoas ao aeroporto e cenas assim. Alguém sabe?


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Vontade, procura-se!

Procura-se Vontade.

Vontade de:

- trabalhar (a sério, isto está a ficar perigoso, muito trabalho, prazos e eu a assobiar para o lado);
- ir ao ginásio (meses, MESES, sem lá meter os pés, vergonhoso), a isto soma-se a NÃO vontade de ir à praia (zero);
- ter filhos (relógio biológico, faça o favor de despertar urgentemente);

e é isto a minha vida neste momento. Tudo serve de desculpas para não estar colada no computador a trabalhar ou ir bater banhas no gym. Os filhos...nem falo, nem sei. Medo.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Viver não é um sítio seguro

Fui passear a Londres com toda a família. Ia com o coração nas mãos face aos atentados terroristas recentes. Tínhamos programado almoçar no Borough Market ainda sem saber o que se iria lá passar.
Não havia volta a dar, os voos estavam pagos, hotel, excursões para fora de Londres, bilhetes para o The Shard. Milhares de euros envolvidos e algum receio. Mas bolas, quem foi ao Rio de Janeiro no réveillon e conseguiu não ser assaltado também conseguia ir a Londres com o mesmo espírito de aventura e alerta, certo?

Claro que assim que pusemos os pés em Londres todo esse receio desapareceu. Londres continua igual, as pessoas andam tranquilas nas ruas, mares de gente em todo o lado, apanhamos dias radiosos, tudo tranquilo. Foi óptimo!

Nos dias de hoje não podemos dizer que estamos 100% tranquilos num sítio qualquer. Nem aqui, nem em lado nenhum. Olho muito mais por cima do ombro agora quando ando na rua do que há uns tempos atrás, é um facto. Já penso duas vezes quando deixo o Guapo à porta das lojas enquanto ando a cuscar os trapos. Faço o possível para andarmos sempre em grupo porque sei lá...

Mas depois chego a Portugal e tomo conhecimento de um incêndio numa torre de habitação em Londres que mata mais de 70 pessoas por causa de um erro de projecto e negligência. Um horror...e pensar que tínhamos passado lá perto umas horas antes!

Uns dias depois, um incêndio dantesco em Pedrogão Grande que conduz dezenas de pessoas para a estrada da morte onde se perdem famílias carbonizadas nas suas viaturas. Isto é atroz, é de uma violência a todos os níveis que uma pessoa nem quer pensar. Toca-nos profundamente de uma maneira egoísta quando pensamos que podíamos ser nós, a nossa família, os nosso amigos...

A minha amiga cancelou a viagem dela a Londres porque os miúdos estavam aterrorizados com possíveis ataques terroristas. Vão para um hotel tranquilo no meio da serra. Será que vão? E se houver um incêndio destes?

Não há mais tranquilidade para ninguém se pensarmos nas desgraças que nos podem acontecer a qualquer minuto. Vivo muito essa angústia. Tenho muito medo de algum acontecimento tenebroso possa alterar radicalmente a minha vida. O meu exercício diário é 'não penses nisso'. 

E é o que faço neste exacto momento: 'não penses nisso'. Faz hoje um anos que apanhei o maior susto da minha vida quando telefono aos meus pais e a minha mãe me diz que o pai acordou com a boca de lado. AVC na certa...mas não foi. Felizmente que não foi e felizmente já está praticamente recuperado. Tudo pode mudar num instante e isso assusta-me, aterroriza-me. Até ter um filho deixa-me em pânico...pode correr tanta coisa mal. E se já vivo em sobressalto hoje imaginem com um filho?! É melhor começar a fazer terapia quanto antes.

Antes de terminar, e as palavras valem o que valem, às pessoas que perderam tudo...esperança e força, muita força.

domingo, 4 de junho de 2017

Vou contar uma história

Reza a história que um belo casal vivia muito feliz na casinha em terra pequena à beira mar plantada, que compraram fruto do árduo trabalho no mar e em terra. Tudo a correr de feição e até avançaram para ampliar a casa e construir mais um piso. Gente humilde mas sempre pronta a receber quem fosse de braços abertos.
Até que um dia...
O pequeno fruto do seu amor não resiste a uma doença fulminante e pais ficam orfãos de filho. A vida seguiu e com eles a motivação para tentar outra vez. Até que um dia a pior notícia bateu à porta. A D. Ana ficara viúva. O mar que os sustentava ceifou a vida do seu amor. O marido não mais havia de voltar da labuta e D. Ana não mais voltaria a sentir o abraço quente da sua melhor metade.
Jovem ainda, vestiu-se de negro e toda a sua alegria e força de viver estavam adormecidas.

Mas logo apareceram os abutres deste mundo. Os sogros e irmã do falecido arreganharam os dentes e reclamaram os direitos de herança do filho e irmão desaparecido. Não quiseram saber da tristeza de uma mulher que ficou sem um filho e depois sem o marido, amor de sua vida. Exerceram o seu direito (na altura) de herdar metade de tudo o que era do filho e irmão para que a viúva não ficasse mais rica que eles. Rica? Ficar com a casa que construiu a meias com o seu parceiro? Pois...outras épocas.

Foi com uivos de dor e revolta que D. Ana aceitou esta ganância. Deu-lhe o rés-do-chão da casa onde tudo começou, onde tinha as melhores recordações do seu amor, e ficou com o primeiro andar que mal tinham tido tempo de estrear por causa do acidente. Construiu um acesso directo pela rua e reservou-se ao direito de construir uma açoteia.

Durante o resto da sua vida viveu revoltada no seu interior. Aquela força de mulher continuava a existir mas continha-se cada vez que sentia os germes no piso abaixo do seu. No piso que era seu por direito de esforço e dedicação. Andava com pés de lã, não abria as janelas nem sequer em verões ardentes de quente. 'Aquela gente não há-de ouvir um pio meu enquanto for viva'. Auto massacrou-se com essa vingança, como se os outros quisessem saber. Já tinham a casa para passar férias!

A meio do percurso os vermes ainda reclamaram que deveriam ter acesso à açoteia, invejosos que nem a morte os quer. Foram para tribunal com D. Ana a chorar lágrimas de sangue. Desta vez a lei foi justa. Ela é que construiu a açoteia, os outros não tinham direito a nada. Vermes.

No fundo D. Ana continuava uma pessoa alegre, mas ao que consta, uma sombra ao lado do que era naquele outro tempo. As portas de casa deste casal estavam sempre abertas, as melhores festas de Natal eram lá em casa, havia sempre espaço para mais um! Essa D. Ana eu já não conheci.

Os anos passaram e D. Ana nunca tirou o luto de si, nem das suas roupas. Nunca quis saber de outro homem, nem se era feliz. Foi vivendo.

Um dia a morte esperou-lhe lentamente. O sangue começou a ficar doente e arrastou-a para o hospital. Nos dias que lá esteve inspirou-lhe o maior desejo: 'tomar um duche para sentir a água correr-lhe no corpo'. Acabou por partir sem concretizar essa vontade. Não há duche que eu tome que não me lembre dessa frase.

A casa da D. Ana acabou por ficar para o sobrinho mais próximo que lhe era quase como um filho. 
A ele coube-lhe a dura tarefa de decidir o que fazer com o recheio de uma vida em objectos. Sentiu em cada lençol bordado do enxoval uma pontada de dor. Tudo se foi. 

Por fim vendeu a casa. Vendeu com o maior desejo que o novo proprietário fizesse obras bem barulhentas o verão inteiro. 

Eu acrescento: desejo que os novos proprietários façam grandes festas e celebrações naquela casa, levem muita alegria e barulho para aquelas paredes, façam a vida daqueles vermes um inferno que é o que eles merecem.

Não que seja vingativa (um pouco talvez), mas ganância com injustiça é do pior. Para mim o que fizeram à minha tia D. Ana foi pura maldade. Espero que quando esses seres chegarem ao outro lado o meu tio esteja lá para lhes dar um bom puxão de orelhas e a minha tia umas boas vassouradas. No fim sei que vão acabar por lhes perdoar, mas entretanto espero que o karma de terem feito o que fizeram os persigam até ao fim.





quinta-feira, 1 de junho de 2017

Excesso de liquidez

Vendi a minha casinha!!!

Vendi a minha casinha....

Vendi a minha casinha, buáaaaaaah!!!!!

Tenho de me mentalizar que são objectos e a vida continua. Fui muito feliz lá, tive muitas dores de cabeça com as obras, tive problemas com infiltrações até substituirmos o telhado e era dramático cada vez que chovia. Dá-me muita nostalgia ter-me desfeito da casa, mas a vida é assim mesmo. Não podemos ficar agarrados a todos os objectos que temos, principalmente quando não lhes estamos a dar uso. E tal como se sabe, uma casa vazia é uma casa a estragar-se (sim, elas auto degradam-se).

Depois de pagar o que devia ao banco, ainda sobrou algum. Entreguei tudo aos meus pais e eles lá orientaram o excedente à maneira deles.

Neste momento tenho 'excesso de liquidez', expressão utilizada pela minha gerente de conta. Uma pessoa é tão assediada que até julga que está ryca!

Não tenho dúvidas que tenho uma vida confortável. Não passo necessidades, posso permitir-me a certos luxos, e até carro parado à porta tenho! Mas acima de tudo tenho o luxo de ter água potável sempre que abro a torneira, roupas confortáveis, comida no frigorífico, a tranquilidade de sair à rua em segurança. Isso sim, é o mais importante.

Ryca serei quando estiver indecisa em comprar uma penthouse no Upper East Side ou no Upper West Side em NY!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fui num cruzeiro...again!!!

E adorei, adorei, adorei!!!!
Desta vez andámos pelo Báltico e apanhámos neve em pleno mês de Maio em Helsínquia!!

Agora não vou ter tempo de relatar pormenores (já se sabe que quando regressamos de férias o trabalho cai em avalanche), mas só para esclarecer que eu enjoo muito de transportes (até para andar de avião tomo vomidrine!) e nunca enjoei em cruzeiros. Quanto maior o barco menos se sente que se está no mar e os mares que tenho andado são relativamente calmos, por isso...quem está com medo de passar mal, don´t worry. Tranquilíssimo!!! Vão em frente, cruzeiros são para todas as idades e é divertidíssimo!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Livrei-me da progressiva!!!

É isso!

Notícia bombástica! Já tenho o 'meu cabelo' de volta. Sem resquícios de marroquina (progressiva). Ufaaaa!

E agora, como te aguentas?

Então é assim: 

ferro com ele!

Oh Muñeca, não ias assumir os teus caracóis com orgulho? Er...não.

Pronto, não é muito saudável queimar o cabelo todos os dias, mas é muito melhor do que a progressiva, garanto-vos.

Para já uso todo o tipo de protector térmico, o ferro tem placas cerâmicas (supostamente queima menos) e na realidade dou só uns 'jeitos' à trunfa.

Vou explicar melhor (para quem estiver interessado). O meu cabelo era ondulado, bastante ondulado. Fiz imensas progressivas (a marroquina) e ele foi ficando fininho, fraquinho, a cair e a partir. Também faço coloração (com Inoa). Agora o cabelo está forte e muuuuito ondulado, assim tipo caniche, estão a ver. Pois, no me gusta. Mas voltei a ter a raíz lisa (finalmente!!!).

Então o que se sucede é o seguinte:
- uso champôs e amaciadores à base de côco, protectores térmicos, séruns e cremes mil, mas no inverno tenho de secar o cabelo com o secador o que faz com que os caracóis se desfaçam (não gosto do difusor);
- pego na placa alisadora e passo mechas (grandes, assim à bruta que não tenho muito tempo) até o cabelo ficar ondulado leve;
- a seguir vou à minha vida (tomar pequeno-almoço, ver uma novela, depende da hora), deixo passar uns 15 minutos;
- o cabelo ganhou mais volume e certas zonas ondulou mais, então dou mais um toque com a prancha para alisar e logo de seguida começo a dar o 'jeitinho' para definir as ondas (sim com a placa alisadora); 
- não é nada de novo, vi uma blogger brasileira a fazer no youtube e resolvi imitar...e não é que fica show????
- fico com ondas tipo Gisele Bundchen (yeap!) e toda orgulhosa! E mais, no dia a seguir ainda fica melhor!! É só dar um toquezinho e fica definido e solto como se tivesse ido ao cabeleireiro.
- no total demoro 20 minutos (ou menos) -sem contar com os 10/15 minutos de intervalo. Estou tão orgulhosa :)))
- claro que no Verão e com praia não dá para esconder, mas uma fita larga disfarça bem.

Agora só falta convencer a minha mãe a aderir. O cabelo dela era tão forte e agora está tão fininho nas pontas que dá dó, mas ela AMA progressiva.

Muito parecido (só que com menos 4 dedos)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Impressão minha ou as mães estão a dominar o Facebook?

Ou melhor...o 'Face', como elas dizem.

Antigamente a minha mãe (e sogrinha) entupiam-me o mail com mensagens reencaminhadas com powerpoints sobre a saúde, a amizade, o amor, com piadas, tudo e mais alguma coisa. Entretanto, como o meu pai ocupava-lhe o computador e o gato não a deixava ter o portátil ao colo durante muito tempo, tivemos a brilhante ideia de lhe oferecer um iPad. Bem...supostamente era para os dois, só que entretanto a mãe também já ganhou um iPhone e o pai também. Então a mamãe domina o iPad e o iPhone, adora e até agora não houve desgostos. O meu pai continua no computador e garante que o melhor presente até hoje foi o iPhone.

Agora a mamãe vive agarrada ao iPad, principalmente no Facebook. Está sempre a fazer Quiz(es) de personalidade, de futurologia, coisas profundas e muito certeiras. Quando quer mandar indirectas, vai ao Face. Eu descubro logo se está chateada nesse dia só de ir lá espreitar. Espreitar, leram bem. 

É que a acrescentar à minha mãe, também há a mãe do Guapo. A mãe do Guapo pega no carro em dia de temporal para ir tirar fotos ao mar (mas de longe, não é como os outros...) para pôr no Face, sai do carro com -5º ao sol para tirar umas fotos para pôr no Face, fica hooooras na internet à procura de frases bonitas para pôr no Face, ele é o 'Bom dia, bom almoço, café é salvação, boa tarde, boa noite, durmam bem, etc. Assunto não lhe falta. Depois ainda há a mãe de uma grande amiga minha, comenta as fotos todas e gosta muito de animais. Há a mãe de umas amigas de infância (que não vejo há uma dezena de anos, mas a mãe está no meu Face todos os dias). E por aí fora...
Eu abro o Face e aparecem trezentas e cinquenta e sete posts das 'minhas mães'. Uma loucura. Depois actualizo o Feed para posts mais recentes para ver se algum amigo partilhou alguma coisa de jeito. Três segundos e meio e já estou no Insta ou a jogar Candy Crush (sim, ainda jogo, sim relaxa-me imenso e não, não vicia).

Para resumir: nunca fui muito de botar pensamento no Facebook, agora muito menos. Vou de vez em quando espreitar e já informei devidamente às mamãs que só vou ao Face quando não tenho mais nada para ver no Instagram ou não tenho vidas no Candy Crush, ou outra coisa qualquer. 

Não é por mal, mas não é a mesma coisa...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

We will always have....

...nem Paris, nem NY, nem Rio!

Fico triste, pois claro que fico.

Um dos grandes planos que eu tinha quando ficasse euromilionária era passar 6 meses em NY e outros 6 meses no Rio.

Maaaas...a Cidade Maravilhosa não é nada pacífica, é violenta. Linda de morrer, adorei o vibe, tem um potencial enorme de ser uma grande cidade e o Brasil um grande país. Mas tem muito trabalho pela frente, que ao se basear em mudar comportamentos e mentalidades torna o exercício muito difícil. Infelizmente, porque eu senti-me muito feliz como carioca!

Então tinha sempre NY, já que Paris não tendo sido nunca uma das minhas cidades favoritas. Eu gostava da cidade...excepto a última vez que lá fui. O ambiente era sinistro quer junto à torre Eiffel, quer no metro. Não sou cá de coisas, mas para quem frequentou Paris desde 1998, as coisas estão muito diferentes, e não é para melhor.

Voltando a NY...Ai, como eu adorei essa viagem. No meio de um nevão, frio, lama, a cidade era tudo! Fascinante! Senti-me em casa também (bem, mais ou menos, casa mesmo só em Lisboa do meu coração). Fiquei sempre com vontade de regressar...na Primavera, no Verão e no Outono. 

Maaaas...os EUA estão a atravessar um período inédito. Será passageiro? Será o início do fim? Não sei. Só sei que quando eu fui de férias para NY tive de ficar numa fila para mostrar o passaporte, tudo normal, mas quando chego ao guichet sou bombardeada com perguntas (em inglês, pois claro, se não soubesse inglês não sei como me safava) do género: quanto tempo vai cá ficar? em que sítio vai cá ficar? o que é que veio cá fazer? tem cá amigos ou conhecidos? quanto dinheiro traz? Sinceramente eu não estava preparada para este interrogatório, muito menos para a indignação do polícia quando eu disse que tinha 500 dólares. Alarme total: 500 dolares para 5 dias?? Como vai sobreviver??? Acalmei o senhor quando agitei o cartão de crédito. WTF? Não gostei. Foi a pior parte mesmo.

Mas sei de histórias piores! Um casal amigo meu fartavam-se de viajar, tinham carimbos recentes nos passaportes da India, México e Brasil. Assim que aterraram foram logo escoltados pela polícia, passaportes apreendidos e sala de questionário. Sem perceberem o que se estava a passar, sem poder telefonar a ninguém, estavam a entrar em desespero. Até que ele, o marido, tirou a carteira e o polícia viu que ele tinha um cartão VISA. Pediu para ver, fez uma consulta e mandou-os sair. Nem pedido de desculpa, nada. Ah, pequeno pormenor, ela tem aspecto de indiana. Mas é portuguesa. Nunca mais foram aos States e nem querem ouvir falar de tal país. Acho que eles pensaram que eram traficantes de droga por causa do percurso turístico...andam a ver filmes a mais e depois dá nisto.

Ora bem, sabendo que eles vão apertar o controlo de entradas no país, não me admira que situações destas se venham a multiplicar. E agora a exigirem as passwords do Facebook é tão absurdo quanto estúpido (seja aos sírios, iranianos, whatever). Fico triste, mesmo muito triste. 

Primeiro, queria lá levar os meus pais, mas assim nem pensar. Vai que acham o meu pai com ar de marroquino e ainda o mandam prender. O país anda dividido, uns são pro, outros anti-Trump, ofendem-se, não aceitam opiniões contrárias, estão muito xenófobos. E disso eu tenho medo.
Um turista pode ser facilmente ser confundido com um emigrante e ser insultado ou até mesmo agredido. É assim mesmo, não tenho dúvidas. A não ser que tenhamos de começar a andar com uma plaquinha a dizer turista. E isso faz-me lembrar uma outra época que a Europa quer tanto esquecer.

Lá se vão os meus planos para Miami...São Francisco...Las Vegas...Grand Canyon...O melhor é ter filhos agora e esperar para lá ir quando já forem grandes. Pode ser que aí as coisas estejam melhores...

Que desilusão. NY já não é porto de abrigo...what a shame!

Liberdade até quando?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E o instinto que não me falha?

Tenho andado à procura de uma ginecologista que me cativasse. Homem ou mulher, tanto faz. Precisava de ter um médico mais à mão, aqui em Lisboa. Penso que já devo ir na quarta tentativa. Primeiro fui a uma médica que me deixou pendurada 2 horas e ainda mandou pedir mais paciência que a sotôra ainda ia almoçar (e eu verde de fome e em stress por não estar no escritório), nada simpática. Anos à espera de vaga na Chung, mas nada. Ou grande cunha ou grávida+cunha. Nada. Depois já houve outros.
Recentemente experimentei outra, por recomendação de uma outra médica (que essa sim, adoro!). Nada contra a doutora, excepto em desdramatizar demasiado as minhas dúvidas e ansiedades. Eu sou uma pessoa que lê muito, que hei-de fazer. Fiz os exames todos. Mostrei os exames todos. 'Está tudo óptimo, vá à sua vidinha que está tudo show'. Só que eu sabia que não podia estar tudo bem.
Calhou um dia destes ler um artigo sobre uma outra médica que me pareceu curioso, só por via das dúvidas marquei (assim, uns 2 meses de antecedência). Fui.
Simpática (demais até!), mas eu sempre desconfiada. Viu os exames todos, ajudou-me a interpretá-los, verificou que realmente num deles estava qualquer coisa menos bem e passou-me um tratamento.

Pronto. Dois médicos, os mesmos exames, os mesmos sintomas, uma diz que não há nada e outra passa-me um tratamento. Em que ficamos?
Pelo sim, pelo não, prefiro a ultra simpática. 

O que me vale é que não dão consultas no mesmo hospital, senão era capaz de ser chato.
É por isso que eu aposto sempre numa segunda opinião.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Finalmente RIO de JANEIRO!!!!



Devagarinho lá vamos alcançando as nossas pequenas grandes metas ou concretização de sonhos.
Para muitas pessoas ir ao Rio é corriqueiro, nada de excepcional, para nós era (e foi) excepcional.
Até porque queríamos ir por altura do épico reveillon em Copacabana e só por isso a viagem teria o triplo do custo.
Este ano portámo-nos bem e em Setembro já tinhamos a viagem marcada. Antes de começarem a aparecer os pacotes de reveillon já nós tinhamos chafurdado todas as hipóteses.

Para esta ocasião tinhamos algumas premissas:
- ir o mais perto do dia 31 para usufruirmos mais dias no 'depois' - os voos ficam mais baratos;
- o hotel tinha de ficar em Copacabana, 1ª linha e o quarto com vista para o mar - escolhemos o Pestana em vez do Othon porque gostámos mais da localização do Pestana. O Othon é um hotel muito maior e com mais opções de quarto com vista, mas a praia em frente tem o areal mais reduzido, logo mais lotado e fica à sombra mais cedo (por outro lado, fica mais perto de Ipanema).
- as 7 noites teriam de ser 7 dormidas no hotel (muitos pacotes contam como 1 das noites a que é passada no avião).

A ideia da viagem era de descansar, conhecer a cidade, mas sobretudo sentirmo-nos cariocas. E foi o que fizemos: compras no supermercado, comer em botecos, ir a lanchonetes, beber água de coco nos quiosques na beira da praia a ver quem passa, alugar uma barraca (chapéu de sol) e cadeiras e ficar colados às pessoas na praia a ouvir as conversas. Muitas horas a andar ao sol, muitos mergulhos no mar (estava quente!!), muita boa disposição e muito, muito, muito cuidado e alerta permanente.

O único defeito do Rio é mesmo a insegurança, infelizmente. Eu já tinha ido ao Brasil (Porto Seguro na Bahia, Natal, Porto Galinhas e Fortaleza) e não me senti em perigo iminente. Era mais jovem e inconsciente, mas sempre fui medrosa, por isso sei do que falo.

Para começar, eu nunca andava com mala. Punha as coisas num saco de supermercado e seguia caminho. Nada de muito chamativo, a atracção nº1 dos bandidos são os iPhones, então os nossos telemóveis iam camuflados com capas discretas e só tirávamos fotos com eles quando nos sentíamos 'à vontade'. No final de cada dia fazíamos backup das fotos dos iphones no hotel. A máquina fotográfica tinha um cartão de memória para cada dia. Podiam-nos tirar a máquina mas pelo menos as fotos já cá cantariam.

Ainda nos aventurámos com a go pro na praia, dentro de água (houve dias em que a água estava transparente tipo Caraíbas!), filmei os nossos passeios no calçadão como se tratasse de uma máquina de espionagem. A go pro é tão pequena que cabe na palma da minha mão.

Depois na noite do Reveillón ficámos mesmo na beira da água, vestidos de branco, com cuecas vermelhas e amarelas (lá usa-se o amarelo), jogamos flores de palma no mar, saltámos mais do que sete ondas, o ambiente era bem energizante. Os fogos de artifício são de cortar a respiração! Estávamos maravilhados! Tirámos fotos, filmámos, tirávamos selfies, encantados. Quando estávamos a apreciar os útimos segundos veio um grupo de jovens e pimba! Roubaram logo 2 telemóveis mesmo à nossa frente, à descarada, tal como se vê nas reportagens na net. Foi surreal. Apercebemo-nos do arrastão e saímos de fininho. Enfiei-me no hotel e só depois de emborcar meia garrafa de espumante é que arranjei coragem para descer novamente e dar uma volta no meio do 'povo' vestido de branco, A animação era grande, mas a quantidade de pelintras pelo meio ainda era maior. 

A partir daí não facilitámos mais. A go pro ficou guardada e fotos só com um dos dois a vigiar. O problema é que os malandros estão a perder o medo da polícia. Por mais que esteja tudo policiado, vale a pena o risco. Um iphone que cá custa 800€, lá custa 2.000€. Mas é cómico (para não dizer trágico) ver miúdos desfavorecidos (favelados, como dizia o outro) com iphones 7 e outras preciosidades do género. Um absurdo.

Regressarmos sãos e salvos com todos os nossos pertences intactos foi um grande feito para nós, acreditem. Agora devem perguntar-se como é que se pode gostar tanto de um sítio onde o pânico é permanente??!! Não sei. Senti-me em casa. Mas uma casa onde não se chora o fado, uma casa onde cada dia é um dia, onde também se trabalha, onde as pessoas são amistosas, o ambiente é de muita saúde, alegria, descoberta, sei lá!

Se trocava por Lisboa...não!! Lisboa é a minha baby, o meu porto seguro. Se acabasse a violência no Rio? Epah...who knows? Talvez uma temporada.

Dicas para uns dias tranquilos no Rio? Vou escrevendo assim que tiver mais tempo, prometo.