sexta-feira, 18 de maio de 2018

Se eu mandasse nisto tudo: acabava com o futebol

Já não é desporto, espírito de equipa, competição saudável, diversão e entretenimento.
Ele é corrupção, resultados combinados, violência estúpida e gratuita. Onde está a piada??

A minha primeira medida era a suspensão de todos os campeonatos nacionais e internacionais. 'Cabou!
Ninguém joga, ninguém corrompe, ninguém bate em ninguém por causa de uma bola saltitante até acalmarem os ânimos, irem presos quem prevarica e para a terapia quem é maluco.



Ridículo!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nunca achei muita piada aos champôs secos, confesso. Achava só estúpido. Tem o cabelo sujo, lava! Está a ficar oleoso na raiz, lava! Só que a vida dá muitas voltas e as hormonas também. Com a ajuda de químicos, pinturas e alisamentos, a idade que não perdoa, tudo se altera. A pele, as unhas, o cabelo e tal. 
Então, eu, que podia ficar três dias sem lavar o cabelo (nada que se compare às mães, que só lavam no cabeleireiro uma vez por semana #comoconseguem?) e estava jóia, agora já não.
Quando comecei com os alisamentos (a progressiva), nas primeiras semanas lavava o cabelo todos os dias. Era impossível não o fazer, aquilo escorria brilho...e óleo! Depois, quando larguei a pílula foi toda uma adolescência a explodir na minha pele e no óleo do cabelo. Passadas e controladas essas fases cheguei a um ponto 'normal'. Sem hormonas (tão) explosivas e sem alisamento (ou com o que resta dele, mas já bem longe da raiz). Tomo banho todos os dias, mas já não lavo o cabelo SEMPRE.
O problema é que cada vez que lavo a trunfa, passo uma hora a tratá-lo (secador, escova e styling). É uma seca, mas sou eu a tentar evitar a progressiva.
Vai daí que decidi experimentar champô seco para prolongar a lavagem do cabelo. Experimentei várias marcas (até da H&M!!) e não estava muito convencida. Entretanto vi uma instragramer a falar muito bem da marca Batiste. Instagramer essa que não tem qualquer patrocínio de marcas, uma ilustre anónima como eu mas com um instagram divertido que eu sigo (voyeur, je sais). Então decidi comprar e....Geeeeentxi, não é que é bom mesmo??
Adoro o cheirinho (apesar de não ser fã de côco, mas deste gosto) e uma sprayzada no tempo certo faz o cabelo ficar fofo, leve e seco por mais um dia. É maravilhoso!
Eu recomendo e não ganho nada com isso, mas experimentem. Para mim é um recurso valioso, because Time is Money :)


quinta-feira, 26 de abril de 2018

à espera de uma encomenda

Sempre, mas SEMPRE, que tenho uma entrega de uma encomenda prevista, imagine-se, entre as 12h e as 14h30, por exemplo, chegam às 14h35. Seja de que empresa for, calha-me sempre ser a última e atrasam. Nunca falham.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

E tu, que andas a fazer?

Já despachei La  Casa de Papel e O Mecanismo. Finalmente tive alguma vantagem de assinar a Netflix! Principalmente porque já não tenho de ficar agarrada ao portátil, ou de ligar o portátil à Tv. Palmas para quem tem Meo, canal 88, sempre ao dispor.


quinta-feira, 22 de março de 2018

Tirem-me isto da frente!


É de chocolate negro...faz bem, certo?

quinta-feira, 15 de março de 2018

Brasil, principalmente Rio de Janeiro, têm até 2020 para resolverem a biolência

É que eu adoraria voltar ao Rio para fazer parte disto. E pelo caminho dar uns mergulhos salgados, bronzear tranquilamente na praia, caminhar no calçadão sem sobressaltos, sentir um Brasil mais meigo e seguro para quem lá vive e para quem o visita.

É o que eu sempre digo, fosse o Rio uma cidade tranquila (tanto quanto uma cidade como Lisboa consegue ser), não tivesse os meus compromissos em Portugal (família), era lá que iríamos viver.

Eu sei que os brasileiros andam desesperados para vir morar nas Europa, mas eles sabem lá! A burocracia aqui também existe, a estupidez humana está em todo lado. Um Brasil seguro seria um paraíso na terra.

Fico mesmo muito triste quando vejo as notícias das atrocidades que lá fazem, da corrupção nojenta e desmedida, da Justiça que falha (em Portugal também, mas sempre temos recursos da união europeia). Fico triste pelos brasileiros que estão em Portugal com o coração espremido a pensar na família que lá deixaram, à mercê de um totoloto da vida (ou morte). 

Ainda agora estive a demover a ideia louca do meu irmão e cunhada irem passear ao Rio e Búzios. Ah, é o sonho dela e tal. Pois é, antes que o sonho se torne pesadelo, vão para outras bandas. Até porque, por incrível que pareça, o Brasil está muito caro mesmo (vai-se lá entender). Então pelo mesmo valor vão para Bali. Bali é seguro? Rebentaram lá bombas, há malucos do Islão e tal. Bem, vamos falar de probabilidades? 

Por isso, meus brasileiros, continuem a ser o povo alegre e criativo que sempre foram, mas...francamente...parem de comprar maconha*, deixem-se das drogas, sem mercado para droga, acaba-se o tráfico. Crie-se uma classe política honesta e eficaz. Acabe-se com a corrupção desmedida. Eduquem-se com os melhores valores, vocês vão conseguir!

Quero muito voltar a ser feliz no Rio, tá?

* - Nos dias que passei na praia de Ipanema só tinha gente 'sarada' à minha volta a fumar charros como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não é! Aliás, fumar na praia por si só já é de mau gosto, charros então é de vomitar. Hipocrisia imensa, pois toda a gente sabe onde é que eles vão buscar a matéria prima, certo?



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Acupuntura, yes please

Há uns anos atrás, quando ainda trabalhava num palácio do Estado, uma colega cantarolou-me os benefícios da acupuntura. Para mim era música, entrou no ouvido e passou. Nunca liguei muito ao assunto, até porque a grande referência que tinha era o Dr. Choy e face à proliferação de clínicas com o nome dele sem ele lá estar deixou-me com a crença que era mais uma 'arte' dedicada à estética.

Entretanto, a minha mãe surgiu com um problema de saúde que ninguém conseguia classificar, curar, aliviar, diagnosticar, nada. Em quase desespero aceitou a indicação de um amigo do meu pai para ir a uma consulta de acunpuntura em Lisboa, de um conceituado terapeuta belga. Ela lá foi, desconfiada, mas foi. Não lhe curou do problema que a levou ali, teria de ser com medicina tradicional (dito por ele), mas curou-lhe das enxaquecas e sempre que lá ia durante duas semanas conseguia dormir pelo menos 5 horas (que a mãe é uma insónio-dependente). Achei fantástico, mas a mãe não quis continuar porque ficava longe e porque o problema essencial persistia.

Depois, face ao problema que surgiu no meu pai, indicaram-lhe acunpuntura como terapia essencial para a sua recuperação, para além de fisioterapia. O meu pai foi bem certinho, nunca falhava na fisio e procurou um terapeuta de acunputura. Correu muito mal, esse terapeuta basicamente era um curioso da área e só fez asneiras. Felizmente, por um acaso, um médico que tinha sido operado a um tumor no cérebro indicou-nos um outro terapeuta que lhe tinha ajudado (em muito) na recuperação total da movimentação da cara.

Foi assim que conhecemos o Dr. N. Primeiro começou o meu pai a tratar-se, depois a minha mãe (que ajudou a aligeirar os sintomas da doença por diagnosticar). A mãe passou a dormir todas as noites (não 8 horas, mas umas 5 ou 6 horas), dores na cervical nunca mais, e outras coisas. Estavam rendidos ao Dr. N, pela eficácia, frontalidade e acessibilidade. Ele sempre afirmou que acupuntura é um complemento à medicina tradicional e nunca indicou que deixasse de tomar medicamentos indicados pelo médico.

Um dia, eu, farta de andar com dores na anca, lá fui aos médicos de ortopedia (que é difícil encontrar um que FALE e seja simpático, irra!). Fiz ecografias, ressonância magnética, TAC, tudo e mais alguma coisa. Felizmente era somente uma inflamação, mas na zona onde estava localizada a cura seria muito difícil ou impossível, a não ser que eu estivesse disposta a ficar imobilizada durante uns 3 meses. Então lá me indicaram um mês de fisioterapia intensiva diária. Lá fui. Segui tudo à risca e até vi ligeiras melhorias. Até que, num dos dias, o meu fisioterapeuta não me pode atender e foi uma colega substituir. Senhores, até me surgiram lágrimas de dor. Ela foi tão bruta, tão, bruta, tão ineficiente que nem sei porque não lhe chamei nomes e saí dali (lá está uma pessoa a achar que os médicos têm sempre razão...). Ou seja, numa sessão ela desfez o trabalho de quase um mês.

Com ainda mais dores, pedi para que o Dr. N me atendesse. Pior não ficaria, achei eu.

Então agora é que vão ficar de boca aberta. Com duas sessões fiquei 'curada'. Duas agulhas apenas e pimba! Fiquei atónita...e fã! Foi uma descoberta fantástica. Ao fim de duas semanas regressei ao ginásio, suavemente, evitei as máquinas (que eu adorava) que ele disse que não deva fazer e ma-ra-vi-lha!

Já mais recentemente, convenci o Guapo a lá ir também. Mas o caso dele já tinha a ver com stress e como isso estava a dar-lhe cabo da saúde e da mente. Já lá foi a umas quatro sessões e as melhorias são bem visíveis. Ficou fã também.

Só tenho pena que ele esteja longe, nos algarves, pois mais do que terapeuta de acunpuntura também é uma pessoa que ouve e dá boas dicas para gerir frustrações e stresses.

Fiquei com alguma vontade de ir experimentar um psicólogo ou psicoterapeuta. Faz-me tão bem falar ele que se calhar não era má ideia ir a um profissional mesmo da área.

Por isso, não se pode comparar um médico com curso de medicina com um terapeuta de medicinas alternativas. Eles complementam-se, da mesma maneira que um engenheiro complementa um arquitecto. Há uns melhores que outros, e isso o mercado define-o bem. Se os resultados não são bons, só lá volta quem é parvo.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

´não olhe para mim, não olhe para mim'

Assim era o meu pensamento muitas vezes na faculdade. Quando algum profe fazia uma pergunta e eu não sabia a resposta. Repetidamente: 'não olhe para mim, não olhe para mim'... Mas às vezes a força do pensamento era tão forte que, pimba, apontavam para mim e agora arde!

Outras situações que acontecem no dia a dia também tenho esses pensamentos. Do género, estou a ter uma reunião com um cliente, mas topo um erro no projecto, ou há alguma coisa no projecto que ainda não está resolvida, penso: não olhe para aí, não olhe para aí. não olhe para aí...e olham sempre. Ou seja, não resulta.

Hoje dei por mim a ter pensamentos aleatórios, resultantes da visita da família do Guapo lá em casa. Uma delas é a de me aterrorizar a ideia da sua querida irmã perguntar-nos se o seu querido jovem filho (embirrante nas alturas) pode ir lá para casa enquanto a avó estiver a fazer tratamentos (long story...).

O meu pensamento está só a repetir: 'não perguntes isso, nem sonhes com isso, não ouses perguntar isso, esquece isso de uma vez'!

A sério minha gente, nem imaginam o tsunami que seria na minha vida se o jovem millennial viesse morar connosco (nem que fosse uma semana). Tenho a resposta pronta na ponta da língua: 'Não'. Mas tenho receio do Guapo não ter o discernimento de se negar a um pedido desses (vindo de uns paizinhos ricos mas forretas).

Agora estou a fazer um exercício enorme em afastar essa ideia da minha cabeça, para que não se concretize. Difícil, bolas!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Bienvenido a...2018

o nosso reveillon foi mais: Bienvenido a Miami!!

Viagem beeeeem relax! Não há como ir aos states e fazer folga da 'cultura'. País 'novo', cidade fresca e em crescimento. Mesmo bom para ir vendo coisas intercalado com praia sem pressas.

Tivemos algum azar com o tempo por causa da frente fria que chegou logo em 2018. As temperaturas baixaram e o nosso mini-cruise nas Bahamas saiu um pouco goirado. É por isso que não gosto de dizer onde vou de viagem, as invejas, as invejas....Mas nem por isso fomos menos felizes. Aliás fomos muito felizes e descontraídos. Foi tão bom...
Não fomos para Outlets, por isso devo ser das raras mulheres que vão a Miami e regressam sem a mala recheada de 'pechinchas'. Só comprei umas cuequitas na VictoriaSecrets e pouco mais.

Quando tiver tempo relato o resto, mas para que se saiba, a água do mar em Miami no mês de Dezembro e Janeiro é fria tipo Algarve. Eu não consegui mergulhar, já o Guapo...










quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

E o teu 2017, que tal?

O meu ano no geral não foi mau. Aliás, estarmos todos bem e com saúde já é um bom sinal, o melhor de todos.

Começamos em terras bem quentes, a pular ondas no mar de Copacabana no Rio de Janeiro. Foi 'A' viagem de 2017.

Entretanto conseguimos regressar a Londres e ir a Stonehenge, revistei Amesterdão e Maastricht. Embarcámos num cruzeiro pelo Báltico com um cheirinho por Riga, Tallinn, Helsínquia, Klaipéda, St. Petersburgo e Estocolmo (outra vez). Regressei aos Açores, descobri Budapeste e adorei. O ano ainda não acabou mas espero fazer pelo menos mais uma viagem. 

Como eu costumo dizer, sai sempre mais barato ficar em casa sem fazer nada do que viajar. Mas para quem tem esse escape, hobby, paixão ou necessidade há sempre maneira de viajar com qualidade sem gastar mundos e fundos. Pesquisar e reservar com muita antecedência é o truque, Raramente consigo bons preços em lastminutes, mas há quem consiga. 

Este ano foi corrido com muitas viagens, o que fez com que sobrasse pouco tempo para verdadeiramente descansar. Nós tentamos sempre passar uma semana de férias com os pais do Guapo e outra com os meus pais. E como os dias de férias não esticam, sobram-nos poucos dias para estarmos só os dois. Mas em 2018 prevejo um ano mais calmo de saídas. Aguardamos uma viragem na carreira do Guapo que por um lado vai ser muito bom, mas que vai ter o seu revés, vai receber bem menos...Às vezes temos de dar um passo atrás para conseguirmos dar balanço para um salto em frente, e é isso que vai acontecer. Então vamos ter de ser mais cuidadosos com as finanças.

O ano foi meio estranho. Pessoalmente apanhei um susto numa consulta de rotina, mas que se revelou um não susto. O Guapo também anda às voltas com uma vesícula meio avariada ainda que assintomática, tudo fruto de stress. Pensámos tentar engravidar este ano, mas não aconteceu. Aliás, desde que começamos a pensar nisso começou tudo a correr mal, problemas a surgirem, só confusões, até chegámos a pensar que era mau-olhado. É um desejo que nem sabemos se vai acontecer, tentamos não pensar muito nisso.

O trabalho tem fluído, continuo sem estar rica mas vou fazendo o que gosto. Consegui um contrato novo que foi muito bom, por isso é continuar na labuta.

Tive pouco tempo dedicado às amizades. Se não estava a trabalhar, estava a viajar ou a caminho do algarve, ou em casa dos pais do Guapo. Faz-me falta estar com as minhas amigas e falar de tudo e de nada. É um aspecto que pretendo alterar em 2018. Aposto que se trabalhar menos no fim ganho o mesmo e ainda sobra tempo!

Vendi a minha casinha e foi um alívio. Por um lado tenho saudades, por outro lado é menos um encargo. Do valor da venda dei tudo aos meus pais e só fiquei com uma pequena parte fruto dos investimentos que tinha feito (obras, decoração, móveis). Fiz muitas limpezas no armário e de alma (que ainda está em processamento). Dei metade da minha roupa a quem precisava e ainda não estou cem por cento convencida que dei tudo o que podia. Só fiquei com as malas que verdadeiramente utilizo e que são boas. Descobri que o UBER veio aliviar muitas situações de stress sempre que tinha de apanhar um táxi e isso deixou-me bem mais leve. Ter uma senhora que vai a casa fazer a limpeza e passar a ferro uma vez por semana é do dinheiro mais bem gasto do mês. Não estava muito convencida com Netflix e até ia desistir, mas agora já posso ver na televisão e estou a prever um 2018 muito mais divertido em frente à tv (uma vez que os nossos canais só emitem novelas portuguesas de faca e alguidar). Desde a última sessão de laser em Maio que não me crescem pêlos nas axilas (zero) e noutras zonas que não vou descrever. Nas pernas ainda cresce um ou outro, mas só quando vou ao ginásio é que me apercebo deles quando faço os alongamentos. 

O menos bom mesmo deste ano foram as perdas...o pai de uma grande amiga, a doença de uma outra amigona que estava a tentar engravidar e descobriu um problema, enfim, coisas com que não estamos habituados a lidar com pessoas que nos são próximas. A mãe do Guapo recebeu o resultado de uma biópsia menos positivo, o que nos está a deixar angustiados. Mas vai correr tudo bem, tem de correr!
Os meus pais lá vão caminhando, cada vez para lados mais opostos, é triste, muito triste. Mas eu estou a tentar aceitar que a vida é deles e não posso continuar a fazer de psicóloga. Ouvir as barbaridades de um, as parvoíces de outro e pôr água na fervura. Quando há um grave problema de comunicação entre o casal e eles se recusam a ouvir outros que não eles próprios, não há muito a fazer. Como tenho o meu próprio casamento para cuidar e não quero ser contaminada pelas más energias estou a fazer um esforço para me manter à margem. Não que não me importe, que importo. Não que me seja indiferente, que não é. Mas não estou a aguentar este drama diário de queixumes e novelas venezuelanas. Conversem, entendam-se, tratem-se. Desisti ouvir tudo e falar para paredes.

Na realidade a minha maior fonte de stress nem é o trabalho, são os meus pais. E depois de uma conversa franca comigo própria, decidi que isso tinha de acabar. Andava nervosa e angustiada com um assunto que na realidade não me dizia respeito. Tenho de deixar de ser a bengala deles para ver se falam de uma vez. Juntos ou separados, é lá com eles.

Para 2018 desejo mesmo muita saúde para todos nós e que a sorte esteja sempre do nosso lado. Que o Amor vença sempre sobre todos os obstáculos. Que este ano nos ilumine o caminho laboral para a independência que tanto ansiamos, que venha o filho (se tiver que vir) com muita saúde e que o Guapo consiga libertar-se do stress que tem dado cabo dele. Se desse para vir um sobrinho/a do meu irmão então era ouro sobre azul. Seria o ano dos rebentos e seria tão giro. Bem, mas sem pressão. O que for, será!





sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Andamos a criar totós

Eu não sou mãe. Não tenho filhos meus...ainda. Nem tenho sobrinhos.
A minha relação com crianças resume-se aos sobrinhos, afilhados e primos do Guapo. Ah, e os filhos dos amigos.

Um dos sobrinhos do Guapo entrou este ano para a universidade (ele e a irmã têm uns bons anos de diferença, convém esclarecer). Então o sobrinho está alojado na casa dos avós (pais do Guapo) que fica na Grande Lisboa, longe do centro (onde nós estamos).

Acontece que agora tudo (TUDO) se gera e decide à volta do sobrinho. Não que ele tenha pedido, mas todos se sentem na obrigação de lhe facilitar a 'adaptação' à nova realidade. Nova realidade que já dura há mais de dois meses.

No outro dia o sobrinho teve um exame na faculdade que terminou às dez da noite, adivinhem quem é que se voluntariou para o levar a casa de carro uma vez que aquela hora da noite há poucos transportes públicos? Pois, o Guapo. Adivinhem quem é que levou com respostas tortas porque ele já estava à espera na rua à 2 minutos e eu estava a 'engonhar'. Eu.

Para além da roupa lavada, comidinha feita, e outras coisas, agora também se fornece serviço UBER. Ah e tal, coitado. Ele tem iphone, instala o Uber e siga (que os paizinhos ganham muito bem - muito bem MESMO e podem pagar). Seria a minha lógica.

A sério, isto está-me a consumir os nervos. Já disse várias vezes que não estão a criar nenhum bebé (olham-me com cara de horror, chamam-me insensível).

A lá ver, eu vim da província para Lisboa sozinha, com 18 anos. Morava em Alvalade e a minha faculdade ficava no Alto da Ajuda. Numa altura em que os autocarros nem sequer iam até à porta da (única) faculdade ali existente (na altura). Não raras vezes, eu e colegas, éramos abordadas por homens nos carros a pensar que estávamos a fazer serviço no Monsanto (quando íamos a pé até à faculdade). As minhas aulas acabavam às sete da tarde quando não era mais tarde. E eu sou GAJA, não sou gajo. Sobrevivi e não tinha ninguém por perto para me safar, nem iPhones, nem Ubers, nem dinheiro de sobra (que já ia tudo para as despesas de rendas), nem mariquices do género. Só implorei por um carro (qualquer um desde que andasse), no dia em que a caminho da faculdade escangalhei uma maquete nas mudanças de autocarro / metro/ autocarro e chuva pelo meio. E aí, confesso, melhorou muito a minha vida.
Agora imaginem o coração de um pai que vem deixar um carrinho (fofinho que só ele, uma casca de ovo valiosa para mim) à sua filha bebé em Lisboa, tendo ela acabado de tirar a carta! Mas olhem, desenrasquei-me bem, sem multas e  acidentes. 
Cheguei a sair de casa às tantas da noite à procura de sítios para imprimir ou tirar cópias (e havia!). Não tinha avós, nem pais, nem tios para me 'desenrascarem'. Não.
Pelo meio, também tinha de fazer compras para a casa, cozinhar (sabia zero e não havia Bimby), lavar a minha roupa, estender, apanhar e passar a ferro. 

Hoje em dia tenho muito orgulho de conseguir o que consegui, mas sei que fui muito apoiada pelos meus pais. Sempre se dispuseram a ajudarem-me em tudo o que pudessem, e eu só pedia o que não conseguia mesmo fazer por mim uma vez que não trabalhava. Sei que há pessoas que trabalham e tiram cursos, mas no meu caso eu sei que isso era impossível. Principalmente porque a avaliação era contínua, tínhamos inúmeros trabalhos de grupo para além dos individuais, e eu queria tirar o curso sem repetir nenhum ano (prop$nas) para começar logo a estagiar e ganhar o meu dinheiro para as minhas despesas. Mas tenho plena consciência que fui uma afortunada.

Quando uma pessoa tem de cumprir um objectivo mas não sabe como, tem de desenrascar. Usar a imaginação, apelar às amizades, fazer acontecer. Eu sou assim, não espero que façam por mim senão arrisco-me a ficar a chuchar no dedo. E se eu tivesse continuado na província teria tido uma evolução completamente diferente porque teria lá sempre o meu pai ou a minha mãe a fazerem-me a papinha toda.

E se queremos ser autónomos, é desde tenra idade que se adquirem esses skills. Eu vou ao banco, à seguradora, à oficina, supermercado, à lavandaria, o que for. Tenho de resolver algo? Resolvo. 

Vou-me apercebendo que quando tivermos filhos isto vai dar filme. O Guapo há-de ter uma postura hiper-proteccionista e eu (embora ache que também vá ser mãe-galinha) vou forçar-me a não tratar os meus filhos como totós até aos 40 anos. Nem pensar! Vão ser engolidos pela sociedade num instante, vão ter uma vida caótica e ninguém vai querer aturar criaturas assim. 

A minha esperança é que isto seja só agora, na primeira vez, porque hão-de haver N exames que acabam às dez da noite, aí quero ver.




segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O caos de Dezembro chegou

O frio também chegou em força e o meu desejo de ter aquecimento central reaviva em extremo nesta altura. Odeio ter frio em casa, ando cheia de mantas, écharpes, meias sobre meias, um atrofio.

Em Dezembro somam-se as horas perdidas à procura do presente certo e a convicção que isto está a chegar a um nível de consumismo absurdo. Estou a tentar conter-me na despesa, mas não é fácil. O meu carro já foi à revisão e inspecção, por isso já teve a sua prenda. Aliás, a mais cara que hei-de oferecer este Natal (a não ser que a sorte grande do euromilhões me bata à porta).

Os clientes querem ter todos os projectos entregues e aprovados antes do ano acabar, indiferentemente de só terem adjudicado ontem. Prazos, prazos, prazos...

Ligo a televisão e lá vem um última hora invariavelmente triste, o actor, o jornalista, o empresário e o músico. Tudo com a mesma doença, uma epidemia de células mal formadas. Não percebo como é possível ainda não termos dado conta do C. Essa doença silenciosa e fatal. Atinge crianças, adultos, desportistas e sedentários, sem dó nem piedade. Com tantos avanços na ciência e não arranjam solução para isto??

Eu continuo com a dieta e continuo a não ver os ponteiros da balança a baixar. O Guapo leva a coisa mais a sério (odeia chocolate e eu não passo sem...1 quadradinho por dia, só!). Sem dieta comia uma bolachita ou outra, um bolito aqui, uma fatia de salame de chocolate acolá e o peso não alterava. Agora é só vegetais, saladas, sopas, carnes brancas, ovos, gelatinas e tudo está na mesma. Estou seriamente a pensar voltar à 'minha dieta', ao menos não choramingava quando alguém comia um bolo à minha frente.

Posto isto, e para rematar, vou investir em aulas de Pilates. Eu acho que o meu problema é um metabolismo lento. E com muita concentração vou fazer com que ele mude. A minha cunhada conseguiu com ioga regular o peso (ao fim de anos em dieta rígida, caminhadas diárias e aulas de zumba sem conseguir emagrecer).

O trânsito não me atrapalha, ando a pé. Um luxo, eu sei. Irei ao Colombo por causa das compras de Natal, mas estou determinada a resolver metade da lista por encomendas online. 

Agora vou interromper o intervalo e seguir com o trabalho que tem de ser entregue ontem.


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Rio de Janeiro - para quem vai no reveillon

Ora bem, eu prometi que contava o resto da viagem, dava dicas e tal e nunca mais me lembrei. Do Rio lembro-me todos os dias, cá em casa muitas vezes fala-se com sotaque carioca. Escrever sobre essa cidade é que me tem escapado.

Passou quase um ano desde que lá fomos e continuamos enamorados pela cidade. Primeiro porque correu tudo bem, voltámos inteiros, e depois porque é uma cidade fantástica com uma topografia absurda, floresta cerrada em poucos quilómetros de distância, e as pessoas...

Nós queríamos ser cariocas por uma semana. E fomos (q.b). Deram-nos a dica de contratar uma empresa para fazer algumas actividades e excursões e nós marcámos tudo antes de ir (só pagámos no dia de cada actividade). A empresa é a Riomaximo
Fizemos o vôo de Asa Delta (lou-cu-ra total, nem sei como tive coragem), um dia de tour pela cidade (super recomendo) e uma ida a um ensaio de samba (só tínhamos disponível a noite para ver o ensaio do Beija Flor em Nilopolis). Correu tudo muito bem, tudo em segurança, tranquilo. A ida para os arredores do Rio, atravessar a Av. Brasil toda by night e regressar às tantas da manhã para ver o ensaio é que foi mais assustador (para mariquinhas como eu), mas foi espectacular. Se recomendo ir a favelas? Não, não e não. Há muito para ver, é inevitável atravessar uma ou outras nos tours, tem-se um cheirinho do ambiente de favelas (mais-ou-menos) pacificadas e chega. Vêem-se ao longe de todo o lado, têm as melhores vistas da cidade, mas não recomendo lá irem. Garanto-vos que não faz falta.
Recomendariam ir à zona J a um turista? Não, pois não? Eu acho dispensável.

Também queríamos dar um pulinho a Angra ou Búzios, só que depois não tínhamos tempo para usufruir da praia, dos passeios no calçadão sem hora marcada. Não. Optámos por uma coisa mais calma. Um dia num tour, outro dia na praia. Um dia ficamos sempre no hotel porque eu bebi uma água comprada a um vendedor ambulante que na realidade não era engarrafada e fiquei mal, mal, mal. Eles recolhem as garrafas todas do lixo e muitas vezes voltam a encher com água da torneira, põem um pouco de cola na tampa e simulam que está selada. Por isso, cuidado! Façam o favor de amarrotar sempre as garrafas antes de pôr no lixo, ok?

Um dos dias fomos para a praia do Arpoador, depois para Ipanema mas já só avistámos o Leblon. Andámos de pedalinho na Lagoa e fomos sozinhos para o centro. No centro sentimo-nos em segurança, tinha polícia armada em cada esquina, mas depois de regressarmos percebemos que não é tão seguro assim. Demos a volta ao Museu do Amanhã, entrámos no Paço Imperial e fomos ao chá das cinco na Confeitaria Colombo (vale muito a pena o chá das 5). Fomos cuscar o SAARA, sempre desconfiados, mas fomos. Fizemos compras em supermercados na rua atrás do hotel (paralela ao calçadão), comiamos no boteco e algumas vezes no Balada Mix. Atravessamos o Parque Garota de Ipanema várias vezes até termos cruzado com um brasileiro que tinha acabado de ser assaltado lá com direito a armas e facas. Começámos a dar uma volta maior, mas sempre de mãos nos bolsos e a assobiar para o lado.

Tínhamos transfer incluído do e para o aeroporto e nunca andamos de taxi nem Uber. À noite íamos para o quiosque no calçadão em frente ao hotel e fazíamos a festa.

Adorei, adorei, adorei. Mas não deixava lá ir os meus pais, nem o meu irmão. O ambiente é tenso, o desespero por grana fácil é assustador. Não nos aconteceu nada, mas vimos acontecer. Claro que na próxima vez vamos querer ficar em Ipanema, queremos ir ao Parque Lage e Jardim Botânico. Muita coisa ficou por fazer e ver, mas revisitar já não seria nada mau. Só é preciso que o país se levante e acabe com a violência extrema.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

As dietas

Ora bem, já cá faltava este assunto tão transversal na Humanidade. Dieta, brrrrrr...
Agora que se aproxima o Natal e com perspectivas de ir botar o rabo ao sol na passagem de ano tivemos mesmo de tomar uma decisão drástica. Vamos fazer dieta à séria.

Comprei o livro da Dieta da Crise e toca a seguir as dicas e receitas. Na realidade muito do que ali está nós já praticávamos (em termos de redução dos hidratos, sopa sem batata, etc.). Não foi uma mudança abrupta. Talvez por isso resulte (para já) que em duas semanas o Guapo emagreceu 4kg e eu nada. Yeap. Nada. Sei que os homens emagrecem sempre mais depressa do que as mulheres, principalmente porque neste caso há mais peso a perder, mas também há mais massa muscular a ajudar.
Ora bem, se eu nas primeiras semanas é que deveria ver resultados por causa da alteração drástica, resta-me esperar que nas próximas duas irei...engordar?? 

Olhem, nem sei que vos diga. Fico toda contente do Guapo estar motivado e a conseguir perder uns quilinhos, mas para mim não está a dar. Vou redobrar a dose no ginásio, mas não creio que esta dieta seja adequada para o meu metabolismo uma vez que já estava habituada a uma dieta de poucos hidratos.

No entanto ando a aprender coisas interessantes, do género: pode-se comer cenoura crua sim, cozida é que não. Para mim foi revelador, adoro a primeira versão, crua, e detesto a segunda, cozida. Compro pacotinhos de cenoura baby no Minipreço e ando sempre com elas na mala. Outro truque, começar seeeeempre as refeições principais com fibra (sopa ou legumes), uma concha ou duas. Na falta ou total impossibilidade de obter uma, vá de cenourinha. Acho que vou ficar bronzeada antes mesmo de apanhar sol :)

À noite como mais do que comia. Agora é um fundinho de sopa, uma salada com proteina. Haja imaginação! Não sigo as receitas do dia à risca, vou saltitando umas e outras conforme os gostos e vontades. Agora vou entrar na terceira semana e prevêem-se três jantares só de sopa. E eu prevejo já acordar a meio da noite com hipoglicemia a tremer que nem varas verdes desesperada por açucar. Sim, eu sou dessas. Mas vamos com coragem, pode ser que assim perca 200 gramas!

Podia seguir outras dietas mais drásticas: a da proteína, vegan, do ovo, da banana, etc. Mas não dá. Tudo o que peca pelo exagero e exija suplementos para mim não dá. Pode dar resultado no imediato, mas depois é só recuperar no dobro. Eu sou daquelas pessoas que tem de comer de duas em duas horas e preciso de glicose para não começar com tonturas e tremores. E não é a sobrecarregar os rins que eu quero (nem posso).

Enfim, vou fazer até ao fim e depois logo vos conto tudo.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sobre os bloggers e os haters

As vantagens de ter um blogue (mega) discreto é que consegue-se manter o anonimato naquilo que é um expositor de opiniões, desabafos, partilhas, com uma esfera que não a nossa, a que conhecemos e convivemos cara a cara.
Podia aqui expor as minhas opiniões mais fascistas e insensatas que não me ia fazer mossa, isto é meu, mas ao mesmo tempo não sou eu. Não é o meu negócio nem o meu sustento.

Há bloggers que já são reconhecidos no meio da via pública, corajosos, que publicam TUDO o que pensam, fundamentam as suas opiniões, mesmo contrariando a opinião da maioria. É preciso ter coragem, é preciso ter 'tomates'. Ou seja, é preciso saber arcar com as consequências. Ter uma opinião do contra pode ser chocante, mesmo tendo mil argumentos. Uma pessoa lê, se quiser opina, se não segue em frente. Contudo há bloggers que não aceitam críticas, debatem-se até ao último argumento para serem donos da razão, e se os outros continuam a não aceitar é porque são burros ou estúpidos. Agora chega a parte de arcar com as consequências.

Quando por várias vezes esse blogger defendeu ideias e opiniões algo chocantes, chega uma altura que a pessoa reflecte e pensa: 'Espera aí, eu estou a dar audiência para esta pessoa? Para este negócio? Não me agrada a postura arrogante, pedante e fascista. Solução: unfollow.

A sério minha gente, é a melhor solução. Não gosta, não segue. Não gosta, não compra.

Há tempos li algures de uma blogger afirmar que, uma pessoa quando quer um objecto (uma peça de roupa, um telemóvel, o que for) não vai deixar de o fazer só porque o dono da empresa é um esterco. As pessoas são indiferentes ao que está por trás de uma marca, e eu só abanei a cabeça. Esta pessoa vai ter problemas no futuro se continuar esta linha de pensamento...Falo por mim, deixei de comprar NewBalance depois da postura política que eles assumiram aquando das eleições do Trump.
Vou a um restaurante, sou mal atendida, são arrogantes, a comida é óptima. Temos pena, não volto lá a meter os pés.

E foi o que fiz, deixei a minha opinião de maneira gentil, a mensagem não entrou, segui caminho e fiz o que acho correcto: unfollow.

Não sei porque há pessoas que ao não gostarem, ao discordarem, o que fazem é perseguir, fazer comentários ofensivos, serem verdadeiramente estúpidos quando na realidade até estão a fazer um favor à pessoa que tanto 'odeiam' (mas que nem a conhecem) e isso chama-se views e followers.

Como dizem os brasileiros: Se liguem!!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Vamos falar de almofadas

Tenho mesmo de falar sobre este assunto. Acho que tenho obrigação de partilhar.

Nunca fui uma pessoa mariquinhas com almofadas de dormir. Só não podem ser muito altas porque (também) durmo de barriga para baixo, de resto, andor! Entretanto os anos foram passando, as horas sentada ao computador aumentaram exponencialmente e o pescoço começou a ressentir-se.
Já andava com ideias de mudar de almofada há meses, a minha quase parecia uma folha de papel de tão usada. Ainda mais que com as lavagens ela foi perdendo fulgor. Seja como for, não era uma graaande almofada, era o que era e serviu.

Até que numa semana comecei a acordar com torcicolos todos os dias. Ia passando ao longo do dia, mas de manhã era sempre um sacrifício. Não aguentei mais e pus-me em campo. Precisava de uma almofada nova. E não podia ser uma qualquer, tinha de ser a melhor...para mim!

Tudo o que eu me lembrava era da almofada do hotel - chique - que ficámos em Londres da última vez (que o papai proporcionou), era maravilhosa. Acordava fofa, leve e fresca. E eu queria uma igual.



No entanto, pesquisando na net todos recomendavam as da Tempur. Fui-me informar. A funcionária foi um doce de gente a explicar-me tudinho. E com a explicação percebi que Tempur não é para mim. São almofadas viscoelásticas (ou algo do género) e são indicadas para pessoas que essencialmente dormem na mesma posição (ou de lado ou de barriga para cima, etc) e têm de ser coordenadas com a dureza do colchão. Ora bem, eu sou uma pessoa que roda todas as posturas e não dispenso espalhar-me de barriga para baixo, é tão bom, alongo o estômago e fico magra de tão esticada :) Não dispenso mesmo, embora saiba que seja um castigo para a cervical. Para além do preço que não era muito gentil...110€. Mas se tivesse de ser, seria. Garanto-vos! Estava em modo desespero.

Então, a conselho de um amigo, lá fui à loja do Pato Rico na Av. de Roma verificar a famosa almofada de hotel - parece-me que eles fornecem para hotéis de todo o mundo. Confesso que ia muito desconfiada, almofadas de penas? Tiram as penas dos bichos vivos? E o cheiro? 

Não estive com vergonhas e perguntei tudo o que tinha para perguntar (garantiu-me que as penas e penugens são retiradas dos patos abatidos para o ramo alimentar). É estranho? É. Mas por outro lado, não há coisa mais ecológica, tudo se aproveita. Bem, se calhar sou eu que estou a romantizar a coisa, mas na realidade os nossos casacos de inverno tipo michelin, todos alcochoados, são cheios de penas, só que na maioria das vezes nem nos apercebemos.

A vantagem destas almofadas é que mantêm-se sempre frescas e não retêm humidade. Há de várias opções. Eu escolhi as de 80% penugem e 20% de penas. Quanto mais penugem, mais caras - e há bem mais caras.

Esperei algumas semanas até poder tirar alguma conclusão.

Primeiramente, cheiram mal. Tive de arejá-la bem e até pus perfume de roupa da Zara Home. Passado uma semana já não me cheirava a pelo de cão mal lavado.

Depois, logo na primeira utilização, acordei sem torcicolo. Fofa e fresca.

E é isso mesmo que ela é, fofa e fresca. Adapta-se à postura. Se estou de barriga para baixo, consigo achatá-la, se estou de lado consigo afofá-la e por aí vai. De manhã, dou-lhe uns sopapos e ela ganha aquela forma voluptuosa. Tipo hotel 5 estrelas mesmo.

Como a loja é a mesma que fabrica os blusões da Duffy (lembram-se?), eu agora baptizei a minha almofada de Duffy. Desconfio que se não fosse pelo volume levaria-a para todo o lado (que não fosse 5 estrelas).

Aconselho? Sim, sem dúvida. Quanto custa? É puxadote, mas se pensarmos que é um investimento para alguns anos até nem sai assim tão caro. A minha foi 72€ (dimensões 50x70cms). 

Vão por mim que ninguém me paga por publicidade. Fofa, leve e fresca.

Estou tão in love pela minha Duffy!




quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Victoria's Secrets e eu

Dou sempre um gritinho histérico quando vejo uma loja da VS. Em NY vasculhei a loja de trás para a frente, mas achei tudo muito caro e tinha tanta coisa que não me decidi por nada. Entretanto no Dubai insisti que tinha de comprar umas cuecas para a passagem de ano naquela loja. Foi aí que eu descobri as minhas cuecas favoritas de todo o sempre. Não são de algodão, nem sei bem do que são (no site diz spandex), mas são tãaaaao macias, têm o corte perfeito para o meu rabiosque e não marca nada! Nada de nada! Nem sinto que as estou a usar e isso é nota 10!

O problema mesmo é o preço, dar 15€ por umas cuecas é dose. Mas vale a pena ir sempre espreitando no site ou nas lojas dos aeroportos. Em Bruxelas (no aeroporto) estava lá o modelo que eu gosto em promoção e trouxe mais umas por 10€ (também é caro, eu sei) .

Vão por mim, é do melhor!

O modelo é o Lace-Trim Cheeky Panty.

(não se enfiam no rabo como parece na foto)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Já foram ao SUD?

Eu já e recomendo.

É barato? Depende das carteiras, mas para a média dos bolsos nacionais diria que não. No entanto, hoje em dia, sempre que vou jantar fora em Lisboa nunca pago menos de 20€ por pessoa, por isso até nem é caro (por comparação). Contem com um mínimo de 30€ por pessoa.

Nós fomos de entrada, prato, vinho a copo (têm uma variedade imensa, que é raro), sobremesas (fabulosas) e mesa junto à janela com vista para o Tejo (era de noite, mas a lua fez o seu show). O espaço é muito giro, vê-se que não se pouparam em nada, acabamentos de lux€, e embora seja amplo, nós sentimo-nos aconchegados no nosso cantinho, a conversar calmamente, a absorver toda a informação dos detalhes, a ouvir música bem tranquila cantada ao vivo (nota 10 para a difusão do som, nada de tons estridentes, nem sobreposição de sons). Os empregados super prestáveis e atentos, um mimo.

A sério, eu não sou de falar muito nos sítios onde costumo ir, mas este calhou-nos tão bem, fomos tão bem atendidos, foi tudo tão tranquilo que achei que devia partilhar.

Ainda fomos lá acima espreitar a piscina, que funciona como bar à noite, também tem a sua piada.

O ambiente tanto acolhe casais apaixonados (nós, eheheh), como famílias, grupos de amigas, grupos de amigos (mas do estilo low profile). Não é a tasca da esquina, mas também não é nenhum Eleven. Eu fui de jeans e uma blusa mais elaborada e o guapo de camisa e uns chinos, nada de especial. Não aconselho ir de havaianas e calções (para jantar à noite), muito embora eu ache que os empregados não impedissem de entrar, no entanto...








quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A minha casa

A minha casa, é a nossa casa. Bem, é mais do Guapo do que minha uma vez que está em nome dele. Mas, como eu costumo dizer, o que é meu, é meu e o que é dele, é nosso :)

Adoro viajar, como sabem. Não de um jeito nómada, de ir à descoberta pura com uma mochila às costas. Eu NÃO uso mochilonas. Cada vez estou mais requintada nas viagens: no sítio onde vou dormir e nos sítios onde faço questão de ir comer uma iguaria local. Gosto de ter tudo mais ou menos programado: como me vou deslocar desde o aeroporto para o hotel, e vice-versa, como me vou deslocar nos sítios, faço sempre um pequeno-guia antes de partir.

Sem me desviar muito do assunto, eu realmente gosto muito de ver Mundo. Agora cada vez mais, pois é a única maneira que eu arranjo para desligar-me do trabalho. Se ando por Portugal o portátil vai sempre atrás, se vou para fora não há qualquer hipótese de ir com ele na bagagem. 

Na realidade há uma coisa que me faz mesmo muito feliz nestas coisas do 'partir', é saber que tem volta. Que tenho sempre o meu cantinho à espera. O nosso ninho, o nosso castelo. Passo muito tempo em casa a trabalhar e não me farto de cada centimetro deste nosso lar. Falta-lhe ainda uma ou outra tela para pendurar para ficar 'acabada', mas nada que faça muita diferença neste meu sentimento. A nossa casa não é grande, é relativamente pequena, mas é fluída, luminosa (e fria!!). A localização? Um euromilhões na sorte que tivemos nesse aspecto. 

Face às últimas desgraças de incêndios pergunto-me qual será o sentimento de ver o nosso porto seguro remetido a cinzas. Isto quando não nos é amputado o coração por nos levaram alguém querido no meio das chamas e cinzas. As mortes são desoladoras e aflitivas ao tentarmos pensar como foi esse fim...doloroso, aterrorizante, asfixiante. É um desnorte emocional. Mas nem sequer ter um canto nosso para fazer o luto? Uma referência da nossa existência? Nada, não há nada. Deve ser um desamparo tão grande e tão triste. Claro que são coisas materiais e tudo mais, mas ter um lar, um castelo nosso, que nos 'protege' do resto do mundo é das coisas materiais mais essenciais para a estabilidade emocional de uma pessoa.

Mesmo que se reergam os edifícios, o sentimento de abandono e de insegurança devem ser prementes...até quando o meu castelo ficará de pé? 

Enfim, fiquei a matutar nisto tudo...mesmo que não tivesse havido mortes, é de pensar nos que ficam feridos e desalojados.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Assumidamente contra as touradas

Não concebo que chamem aquilo de Arte. Não é. E se continuam a achar que é, vão-se informar melhor. 

Aquilo só tem um nome: tortura. É torturar um animal para entreter uma multidão.

Que andem a passear os cavalinhos, vestidos com trajes 'artísticos', que dancem sevilhanas, que façam o pino, batam palmas, tudo bem. Agora torturar um animal porque sim, não acho normal.

E não me venham dizer que sou cínica porque quando vou a um talho estou a olhar para animais mortos! Uma coisa é matar para comer, chama-se cadeia alimentar. Outra coisa é torturar um bicho, bater palmas e depois matá-lo para o que for.

E não entendo quem não veja isto assim, é o que é. 

Sempre que há touradas no Campo Pequeno correm multidões de pessoas de todas as gerações para assistir, e eu fico doida! Gerações antigas, criadas com outro tipo de valores, vá...dá-se um desconto. Agora as novas gerações não. É inadmissível!

E quando vêm com a 'desculpa' de dizer que se não fossem as touradas os touros bravos estavam extintos??!!!! Até fervo minha gente!!!!

Não entendo, mas espero assistir, ainda em vida, que surja alguém com verdadeiros cojones para acabar com esta palhaçada de vez.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Hoje é daqueles dias...

...que só apetece largar tudo e agarrar-me a um livro ou um filme daqueles bons, mesmo bonse nada mais!

Isto de andar sempre com deadlines, ultra urgentes, é para ontem, TUDO, não dá mais...Fazer um forcing (palavra mais repetida nos últimos anos) de vez em quando para despachar uma coisa urgentíssima, vá...agora todos os dias a deitar tarde, acordar cedo, sem fins-de-semana....não aguento. Fisicamente, prova-se, que já não estou a ir para nova.

Hoje vou-me dar uma folga, simplesmente porque estou exausta.

E porque estou na expectativa de ganhar o euromilhões.

Que mesmo assim não me iria salvar dos compromissos assumidos.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sou Uberfã ou fã da Uber, ou fanuber, Uberlover!

Desde aquela cena lamentável com o taxista no aeroporto de Lisboa que me recuso a andar de táxi. Instalei a aplicação do Uber e comecei a usar.

Por norma não gosto de elogiar muito, pois logo a seguir vem desilusão, mas vou arriscar na mesma. Já andei umas oito vezes e estou a achar um piadão enorme. Primeiro que os carros estão sempre limpinhos e cheirosinhos, os motoristas são pessoas prestáveis (um deles até me carregou as malas até à porta do autocarro!!!!), depois...o preço! Metade do que eu costumava pagar de táxi! Claro que tenho tido sorte de não ser em horários de grande afluência (aí triplica o preço - ficando equivalente ao táxi).

É um descanso não saber se me vai calhar um taxista bem-disposto ou mal-disposto, se fica frustrado por fazer uma percurso pequeno ou não. Com o Uber já sabem ao que vão, sabem onde eu estou e para onde vou, nem tenho de dizer nada. Depois outra coisa espectacular, não tenho de tocar na carteira, é tudo pago através da aplicação (que está associado a um cartão de crédito, ou, no meu caso, a um cartão MBnet de 1 ano de validade). É maravilhoso! Não há o stress de ficar dentro do carro à procura de moedas às escuras e esperar pelo troco (ou dizer para ficar com o troco para não ter mais moléstias). Quero Uber para sempre!!!!

Só lamento não ter aderido antes!

Claro que, não havendo outra opção, terei de recorrer ao táxi, eventualmente. Mas espero sinceramente que isso nunca aconteça. Não enquanto não houver alterações nos serviços (e de quem os faz).

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Não quero o inverno...o meu cabelo não aguenta!

Por mim viviamos sempre entre a primavera e o verão. Se quisesse inverno, metia-me num avião e ia sentir o inverno noutras paragens. Cá por mim era assim: dias de sol, calorzinho, sem casacos, maravilha! Claro que a mãe natureza não se compadece com estas mariquices. A chuva faz falta (mas podia chover à noite, na boa), as temperaturas mais baixas são necessárias (inventaram as estufas, porque não inventam o contrário?), enfim...haveria solução para tudo, mas não me ouvem!
Quando muda a hora então é a depressão total! 

Mas vamos ao que verdadeiramente interessa.
Como sabeis, ando na luta da juba perfeita sem recorrer aos alisamentos. Já arranjei solução na primavera/verão, com a prancha transformo os cachos em ondas largas (adoro!). Mas agora vem o inverno, e aí, minhas amigas, não há ferro que aguente. A humidade estraga-me os planos todos. Foi assim no Brasil (países com muita humidade) e nos Açores (chuva, chuvinha, chuvisco).
Estou a pensar fazer marroquina só para sobreviver ao inverno, ou seja, uma vez por ano dar uma química na juba. Ainda não decidi, estou cheia de receio de ver o cabelo a cair e enfraquecer novamente, mas se for só uma vez por ano penso que não será tão nefasto como quando fazia de 3 em 3 meses. Não sei...quando bater o desespero saberei. Até lá, oremos...aguardemos!!

VOLTA VERÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Qual a melhor pizza de trazer por casa?

Há pizzas e pizzas. Há as pizzas tipo italianas, gourmet, as americanas cheias de gordura. Há a Pizza Hut, Telepizza e agora a Domino's. Há a pizza nos restaurantes ZeroZero, MadPizza, Mercantina, Casanova, Forno D'oro, Di casa e por aí fora!

Quando fui  a NY andei a farejar sítios onde pudesse comer daquelas pizzas que até dobram do peso do queijo, gordurosas e gulosas até cair. Encontrei!!! Lambuzei-me e nunca mais me esqueci (talvez acentuado pela fome ser negra). 

Há umas semanas estava com uns amigos e eles chegaram com umas pizzas gigantes debaixo do braço. Cheiravam bem (qual a que não cheira?), e tinham óptimo aspecto. Quando eu pego numa das fatias ela dobra (quase) como as de NY!!!! Delírio total!!  

Então vão por mim, Mr. Pizza é a Pizza!!! Comprem das maiores e não se arrependerão! Só não deixem arrefecer, quentinha é que é boa.

Obviamente que não estou a ser paga nem conheço os donos, nem nada, é genuíno minha gente (mas se o Mr. Pizza quiser oferecer uns descontos ou umas pizzas, estejam à vontadinha! Até ponho aqui fotos!).

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

...

Às vezes acho que vivo noutro planeta....só há pouco é que vi as notícias sobre Barcelona. Aconteceu ontem e só hoje é que me apercebi da gravidade da situação. 
A minha Barcelona...estou desolada!!!