quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fui num cruzeiro...again!!!

E adorei, adorei, adorei!!!!
Desta vez andámos pelo Báltico e apanhámos neve em pleno mês de Maio em Helsínquia!!

Agora não vou ter tempo de relatar pormenores (já se sabe que quando regressamos de férias o trabalho cai em avalanche), mas só para esclarecer que eu enjoo muito de transportes (até para andar de avião tomo vomidrine!) e nunca enjoei em cruzeiros. Quanto maior o barco menos se sente que se está no mar e os mares que tenho andado são relativamente calmos, por isso...quem está com medo de passar mal, don´t worry. Tranquilíssimo!!! Vão em frente, cruzeiros são para todas as idades e é divertidíssimo!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Livrei-me da progressiva!!!

É isso!

Notícia bombástica! Já tenho o 'meu cabelo' de volta. Sem resquícios de marroquina (progressiva). Ufaaaa!

E agora, como te aguentas?

Então é assim: 

ferro com ele!

Oh Muñeca, não ias assumir os teus caracóis com orgulho? Er...não.

Pronto, não é muito saudável queimar o cabelo todos os dias, mas é muito melhor do que a progressiva, garanto-vos.

Para já uso todo o tipo de protector térmico, o ferro tem placas cerâmicas (supostamente queima menos) e na realidade dou só uns 'jeitos' à trunfa.

Vou explicar melhor (para quem estiver interessado). O meu cabelo era ondulado, bastante ondulado. Fiz imensas progressivas (a marroquina) e ele foi ficando fininho, fraquinho, a cair e a partir. Também faço coloração (com Inoa). Agora o cabelo está forte e muuuuito ondulado, assim tipo caniche, estão a ver. Pois, no me gusta. Mas voltei a ter a raíz lisa (finalmente!!!).

Então o que se sucede é o seguinte:
- uso champôs e amaciadores à base de côco, protectores térmicos, séruns e cremes mil, mas no inverno tenho de secar o cabelo com o secador o que faz com que os caracóis se desfaçam (não gosto do difusor);
- pego na placa alisadora e passo mechas (grandes, assim à bruta que não tenho muito tempo) até o cabelo ficar ondulado leve;
- a seguir vou à minha vida (tomar pequeno-almoço, ver uma novela, depende da hora), deixo passar uns 15 minutos;
- o cabelo ganhou mais volume e certas zonas ondulou mais, então dou mais um toque com a prancha para alisar e logo de seguida começo a dar o 'jeitinho' para definir as ondas (sim com a placa alisadora); 
- não é nada de novo, vi uma blogger brasileira a fazer no youtube e resolvi imitar...e não é que fica show????
- fico com ondas tipo Gisele Bundchen (yeap!) e toda orgulhosa! E mais, no dia a seguir ainda fica melhor!! É só dar um toquezinho e fica definido e solto como se tivesse ido ao cabeleireiro.
- no total demoro 20 minutos (ou menos) -sem contar com os 10/15 minutos de intervalo. Estou tão orgulhosa :)))
- claro que no Verão e com praia não dá para esconder, mas uma fita larga disfarça bem.

Agora só falta convencer a minha mãe a aderir. O cabelo dela era tão forte e agora está tão fininho nas pontas que dá dó, mas ela AMA progressiva.

Muito parecido (só que com menos 4 dedos)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Impressão minha ou as mães estão a dominar o Facebook?

Ou melhor...o 'Face', como elas dizem.

Antigamente a minha mãe (e sogrinha) entupiam-me o mail com mensagens reencaminhadas com powerpoints sobre a saúde, a amizade, o amor, com piadas, tudo e mais alguma coisa. Entretanto, como o meu pai ocupava-lhe o computador e o gato não a deixava ter o portátil ao colo durante muito tempo, tivemos a brilhante ideia de lhe oferecer um iPad. Bem...supostamente era para os dois, só que entretanto a mãe também já ganhou um iPhone e o pai também. Então a mamãe domina o iPad e o iPhone, adora e até agora não houve desgostos. O meu pai continua no computador e garante que o melhor presente até hoje foi o iPhone.

Agora a mamãe vive agarrada ao iPad, principalmente no Facebook. Está sempre a fazer Quiz(es) de personalidade, de futurologia, coisas profundas e muito certeiras. Quando quer mandar indirectas, vai ao Face. Eu descubro logo se está chateada nesse dia só de ir lá espreitar. Espreitar, leram bem. 

É que a acrescentar à minha mãe, também há a mãe do Guapo. A mãe do Guapo pega no carro em dia de temporal para ir tirar fotos ao mar (mas de longe, não é como os outros...) para pôr no Face, sai do carro com -5º ao sol para tirar umas fotos para pôr no Face, fica hooooras na internet à procura de frases bonitas para pôr no Face, ele é o 'Bom dia, bom almoço, café é salvação, boa tarde, boa noite, durmam bem, etc. Assunto não lhe falta. Depois ainda há a mãe de uma grande amiga minha, comenta as fotos todas e gosta muito de animais. Há a mãe de umas amigas de infância (que não vejo há uma dezena de anos, mas a mãe está no meu Face todos os dias). E por aí fora...
Eu abro o Face e aparecem trezentas e cinquenta e sete posts das 'minhas mães'. Uma loucura. Depois actualizo o Feed para posts mais recentes para ver se algum amigo partilhou alguma coisa de jeito. Três segundos e meio e já estou no Insta ou a jogar Candy Crush (sim, ainda jogo, sim relaxa-me imenso e não, não vicia).

Para resumir: nunca fui muito de botar pensamento no Facebook, agora muito menos. Vou de vez em quando espreitar e já informei devidamente às mamãs que só vou ao Face quando não tenho mais nada para ver no Instagram ou não tenho vidas no Candy Crush, ou outra coisa qualquer. 

Não é por mal, mas não é a mesma coisa...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

We will always have....

...nem Paris, nem NY, nem Rio!

Fico triste, pois claro que fico.

Um dos grandes planos que eu tinha quando ficasse euromilionária era passar 6 meses em NY e outros 6 meses no Rio.

Maaaas...a Cidade Maravilhosa não é nada pacífica, é violenta. Linda de morrer, adorei o vibe, tem um potencial enorme de ser uma grande cidade e o Brasil um grande país. Mas tem muito trabalho pela frente, que ao se basear em mudar comportamentos e mentalidades torna o exercício muito difícil. Infelizmente, porque eu senti-me muito feliz como carioca!

Então tinha sempre NY, já que Paris não tendo sido nunca uma das minhas cidades favoritas. Eu gostava da cidade...excepto a última vez que lá fui. O ambiente era sinistro quer junto à torre Eiffel, quer no metro. Não sou cá de coisas, mas para quem frequentou Paris desde 1998, as coisas estão muito diferentes, e não é para melhor.

Voltando a NY...Ai, como eu adorei essa viagem. No meio de um nevão, frio, lama, a cidade era tudo! Fascinante! Senti-me em casa também (bem, mais ou menos, casa mesmo só em Lisboa do meu coração). Fiquei sempre com vontade de regressar...na Primavera, no Verão e no Outono. 

Maaaas...os EUA estão a atravessar um período inédito. Será passageiro? Será o início do fim? Não sei. Só sei que quando eu fui de férias para NY tive de ficar numa fila para mostrar o passaporte, tudo normal, mas quando chego ao guichet sou bombardeada com perguntas (em inglês, pois claro, se não soubesse inglês não sei como me safava) do género: quanto tempo vai cá ficar? em que sítio vai cá ficar? o que é que veio cá fazer? tem cá amigos ou conhecidos? quanto dinheiro traz? Sinceramente eu não estava preparada para este interrogatório, muito menos para a indignação do polícia quando eu disse que tinha 500 dólares. Alarme total: 500 dolares para 5 dias?? Como vai sobreviver??? Acalmei o senhor quando agitei o cartão de crédito. WTF? Não gostei. Foi a pior parte mesmo.

Mas sei de histórias piores! Um casal amigo meu fartavam-se de viajar, tinham carimbos recentes nos passaportes da India, México e Brasil. Assim que aterraram foram logo escoltados pela polícia, passaportes apreendidos e sala de questionário. Sem perceberem o que se estava a passar, sem poder telefonar a ninguém, estavam a entrar em desespero. Até que ele, o marido, tirou a carteira e o polícia viu que ele tinha um cartão VISA. Pediu para ver, fez uma consulta e mandou-os sair. Nem pedido de desculpa, nada. Ah, pequeno pormenor, ela tem aspecto de indiana. Mas é portuguesa. Nunca mais foram aos States e nem querem ouvir falar de tal país. Acho que eles pensaram que eram traficantes de droga por causa do percurso turístico...andam a ver filmes a mais e depois dá nisto.

Ora bem, sabendo que eles vão apertar o controlo de entradas no país, não me admira que situações destas se venham a multiplicar. E agora a exigirem as passwords do Facebook é tão absurdo quanto estúpido (seja aos sírios, iranianos, whatever). Fico triste, mesmo muito triste. 

Primeiro, queria lá levar os meus pais, mas assim nem pensar. Vai que acham o meu pai com ar de marroquino e ainda o mandam prender. O país anda dividido, uns são pro, outros anti-Trump, ofendem-se, não aceitam opiniões contrárias, estão muito xenófobos. E disso eu tenho medo.
Um turista pode ser facilmente ser confundido com um emigrante e ser insultado ou até mesmo agredido. É assim mesmo, não tenho dúvidas. A não ser que tenhamos de começar a andar com uma plaquinha a dizer turista. E isso faz-me lembrar uma outra época que a Europa quer tanto esquecer.

Lá se vão os meus planos para Miami...São Francisco...Las Vegas...Grand Canyon...O melhor é ter filhos agora e esperar para lá ir quando já forem grandes. Pode ser que aí as coisas estejam melhores...

Que desilusão. NY já não é porto de abrigo...what a shame!

Liberdade até quando?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E o instinto que não me falha?

Tenho andado à procura de uma ginecologista que me cativasse. Homem ou mulher, tanto faz. Precisava de ter um médico mais à mão, aqui em Lisboa. Penso que já devo ir na quarta tentativa. Primeiro fui a uma médica que me deixou pendurada 2 horas e ainda mandou pedir mais paciência que a sotôra ainda ia almoçar (e eu verde de fome e em stress por não estar no escritório), nada simpática. Anos à espera de vaga na Chung, mas nada. Ou grande cunha ou grávida+cunha. Nada. Depois já houve outros.
Recentemente experimentei outra, por recomendação de uma outra médica (que essa sim, adoro!). Nada contra a doutora, excepto em desdramatizar demasiado as minhas dúvidas e ansiedades. Eu sou uma pessoa que lê muito, que hei-de fazer. Fiz os exames todos. Mostrei os exames todos. 'Está tudo óptimo, vá à sua vidinha que está tudo show'. Só que eu sabia que não podia estar tudo bem.
Calhou um dia destes ler um artigo sobre uma outra médica que me pareceu curioso, só por via das dúvidas marquei (assim, uns 2 meses de antecedência). Fui.
Simpática (demais até!), mas eu sempre desconfiada. Viu os exames todos, ajudou-me a interpretá-los, verificou que realmente num deles estava qualquer coisa menos bem e passou-me um tratamento.

Pronto. Dois médicos, os mesmos exames, os mesmos sintomas, uma diz que não há nada e outra passa-me um tratamento. Em que ficamos?
Pelo sim, pelo não, prefiro a ultra simpática. 

O que me vale é que não dão consultas no mesmo hospital, senão era capaz de ser chato.
É por isso que eu aposto sempre numa segunda opinião.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Finalmente RIO de JANEIRO!!!!



Devagarinho lá vamos alcançando as nossas pequenas grandes metas ou concretização de sonhos.
Para muitas pessoas ir ao Rio é corriqueiro, nada de excepcional, para nós era (e foi) excepcional.
Até porque queríamos ir por altura do épico reveillon em Copacabana e só por isso a viagem teria o triplo do custo.
Este ano portámo-nos bem e em Setembro já tinhamos a viagem marcada. Antes de começarem a aparecer os pacotes de reveillon já nós tinhamos chafurdado todas as hipóteses.

Para esta ocasião tinhamos algumas premissas:
- ir o mais perto do dia 31 para usufruirmos mais dias no 'depois' - os voos ficam mais baratos;
- o hotel tinha de ficar em Copacabana, 1ª linha e o quarto com vista para o mar - escolhemos o Pestana em vez do Othon porque gostámos mais da localização do Pestana. O Othon é um hotel muito maior e com mais opções de quarto com vista, mas a praia em frente tem o areal mais reduzido, logo mais lotado e fica à sombra mais cedo (por outro lado, fica mais perto de Ipanema).
- as 7 noites teriam de ser 7 dormidas no hotel (muitos pacotes contam como 1 das noites a que é passada no avião).

A ideia da viagem era de descansar, conhecer a cidade, mas sobretudo sentirmo-nos cariocas. E foi o que fizemos: compras no supermercado, comer em botecos, ir a lanchonetes, beber água de coco nos quiosques na beira da praia a ver quem passa, alugar uma barraca (chapéu de sol) e cadeiras e ficar colados às pessoas na praia a ouvir as conversas. Muitas horas a andar ao sol, muitos mergulhos no mar (estava quente!!), muita boa disposição e muito, muito, muito cuidado e alerta permanente.

O único defeito do Rio é mesmo a insegurança, infelizmente. Eu já tinha ido ao Brasil (Porto Seguro na Bahia, Natal, Porto Galinhas e Fortaleza) e não me senti em perigo iminente. Era mais jovem e inconsciente, mas sempre fui medrosa, por isso sei do que falo.

Para começar, eu nunca andava com mala. Punha as coisas num saco de supermercado e seguia caminho. Nada de muito chamativo, a atracção nº1 dos bandidos são os iPhones, então os nossos telemóveis iam camuflados com capas discretas e só tirávamos fotos com eles quando nos sentíamos 'à vontade'. No final de cada dia fazíamos backup das fotos dos iphones no hotel. A máquina fotográfica tinha um cartão de memória para cada dia. Podiam-nos tirar a máquina mas pelo menos as fotos já cá cantariam.

Ainda nos aventurámos com a go pro na praia, dentro de água (houve dias em que a água estava transparente tipo Caraíbas!), filmei os nossos passeios no calçadão como se tratasse de uma máquina de espionagem. A go pro é tão pequena que cabe na palma da minha mão.

Depois na noite do Reveillón ficámos mesmo na beira da água, vestidos de branco, com cuecas vermelhas e amarelas (lá usa-se o amarelo), jogamos flores de palma no mar, saltámos mais do que sete ondas, o ambiente era bem energizante. Os fogos de artifício são de cortar a respiração! Estávamos maravilhados! Tirámos fotos, filmámos, tirávamos selfies, encantados. Quando estávamos a apreciar os útimos segundos veio um grupo de jovens e pimba! Roubaram logo 2 telemóveis mesmo à nossa frente, à descarada, tal como se vê nas reportagens na net. Foi surreal. Apercebemo-nos do arrastão e saímos de fininho. Enfiei-me no hotel e só depois de emborcar meia garrafa de espumante é que arranjei coragem para descer novamente e dar uma volta no meio do 'povo' vestido de branco, A animação era grande, mas a quantidade de pelintras pelo meio ainda era maior. 

A partir daí não facilitámos mais. A go pro ficou guardada e fotos só com um dos dois a vigiar. O problema é que os malandros estão a perder o medo da polícia. Por mais que esteja tudo policiado, vale a pena o risco. Um iphone que cá custa 800€, lá custa 2.000€. Mas é cómico (para não dizer trágico) ver miúdos desfavorecidos (favelados, como dizia o outro) com iphones 7 e outras preciosidades do género. Um absurdo.

Regressarmos sãos e salvos com todos os nossos pertences intactos foi um grande feito para nós, acreditem. Agora devem perguntar-se como é que se pode gostar tanto de um sítio onde o pânico é permanente??!! Não sei. Senti-me em casa. Mas uma casa onde não se chora o fado, uma casa onde cada dia é um dia, onde também se trabalha, onde as pessoas são amistosas, o ambiente é de muita saúde, alegria, descoberta, sei lá!

Se trocava por Lisboa...não!! Lisboa é a minha baby, o meu porto seguro. Se acabasse a violência no Rio? Epah...who knows? Talvez uma temporada.

Dicas para uns dias tranquilos no Rio? Vou escrevendo assim que tiver mais tempo, prometo.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

E o teu 2016, que tal?

Ora bem, começou menos bem. Era para ser titia e depois evaporou-se.
Trabalhinho não nos faltou, as férias foram meio corridas, algumas viagens mas a revisitar sítios, só acrescentei 2 países novos à minha longa lista de objectivos geográficos.
O meu pai teve um problema muito chato (acho que agora já posso falar) com uma paralisia facial parcial. Assim do nada ficou com metade da cara sem  mexer, sem fechar o olho e sem conseguir sorrir. Foi muito assustador por acharmos que era AVC, depois ficamos aliviados por saber o que realmente era. No entanto, dado que não se trata de um jovem de 20 anos, demorou seis meses a recuperar (neste momento está a 90%). A parte psíquica é que fica muito abalada, mas vamos lutando.
Essa parte mexeu muito comigo e com a minha família. Este ano senti que fui consumida pelos 'desabafos' familiares, pela transmissão de muita energia negativa, dramatismo, nervos e impaciência. Tentei socorrer o máximo que pude, mas estou de rastos.
Depois de muitas desandas lá se conseguiu vender a casa da minha tia. E a minha? Bem, a minha ainda está no meio das desandas. A história está a repetir-se mas com a minha casa (tudo preparado para assinar e...béu béu). Que karma! Mas as coisas são assim mesmo. Que é incrível que aconteça a mesma coisa duas vezes na mesma família, é. Também só prova que um raio pode cair 2 vezes no mesmo sítio, tal como é possível ganhar duas vezes o euromilhões.
Para já, estou a pintar as unhas dos pés, estou com esperança de sair à rua e arranjar algum sítio que me arranje as unhas das mãos, as malas estão feitas, o check-in também. Não tarda vamos rumar para outras paragens só para dar um refresh. Preciso de renovar as energias para o ano que aí vem.
Entretanto, para quem está desse lado, um 2017 excelente, com muita compreensão, gentileza e amor. Sim, com muito amor e saúde consegue-se tudo!

Até para o ano!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os nachos do Lidl

Andam desaparecidos os meus nachos favoritos do mercado, os do Lidl.
Já percorri não sei quantos Lidls, a minha mãe também, e deles nada!

Alguém sabe o que lhes aconteceu? É que uma pessoa habitua-se a certas coisas e depois é uma chatice. Sinto-me abandonada!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A La Redoute continua a causar-me desgostos

Eu e a La Redoute temos uma relação tremida.
Já nos conhecemos há muito, muito, muito tempo. Lembro-me de pedir à minha mãe imensas coisas que depois ela é que decidia o que era válido para encomendar e o que era delírio total de uma adolescente sem Zara, nem Mangos, nem nada que se pareça no horizonte (sim, esses tempos existiram). Não raras vezes ia tudo de volta. Ou muito grande, ou muito pequeno, ou o tecido pica, ou na modelo ficava bem e a mim mais parecia um cachalote (sendo magra - mas não sabia).

Depois veio a maioridade, a internet  e compras online. Há uns anitos, antes de ter aderido ao MBnet, fiz uma encomenda tradicional acompanhada de um cheque para a La Redoute. Ligam-me a dizer que faltava o cheque. Fiquei em transe. Eu sabia que o cheque tinha ido junto da encomenda, estava tudo certinho. Alguém perdeu, alguém desviou, não sei. Só sei que tive de ir ao banco explicar o que se passava e pelo cancelamento do cheque tive de pagar, pois claro.

Fiquei um longo período de afastamento da La Redoute. Até que comecei a perceber que podia pagar por MBnet, multibanco, etc. E começaram a aparecer os descontos mega que de vez em quando fazem.

Ora bem, foi numa dessas óooptimas campanhas de tudo a 50% que fiz uma encomenda de mais de uma centena de euros. Paguei com MBnet (para quem não sabe é só o método mais seguro de pagamento online - pelo menos para mim - que cria um cartão de crédito virtual com o valor que quisermos, por norma coloco estritamente o valor que quero pagar para não haver riscos de abusos).

Depois fiquei à espera, esperei, esperei, nada de e-mails, nada de sms, nada no quisoque para levantar a encomenda, estranhei. Liguei para lá.

Então a querida funcionária explicou-me que quando foram fazer o débito do pagamento que o mesmo tinha sido recusado e que enviaram um e-mail a solicitar outro meio de pagamento (que não recebi, nem mail, nem mensagem). O que no MBnet isso é impossível, senão não teriam conseguido validar a encomenda. E o valor esteve cativo da minha conta quase uma semana. Tudo dentro do normal.
Então fui tentar perceber melhor o que se tinha passado e a conclusão a retirar é que a La Redoute ao tentar debitar um valor superior ao limite do cartão de crédito gerado o mesmo foi negado, óbvio (por isso é que eu adoro o MBnet). A senhora funcionária nega que tenham feito o pedido de cobrança superior (lá só aparece que é cartão visa). 

Isto para resumir, cancelaram a encomenda, não me avisaram, não assumem que houve erro, e principalmente, não tentaram resolver o assunto para que eu fizesse a encomenda na mesma.

O que me leva a concluir que quando se tem empregados que não entendem que o posto de trabalho não é garantido, que se o patrão não tem lucros vão haver despedimentos, que se deve sempre conquistar o cliente propondo soluções, então o negócio vai correr mal.

É por isso que ter uma empresa é muito complicado. É por isso que o meu irmão quase que não dorme para manter o negócio porque sabe que não há nenhum empregado que se empenhe tanto quanto ele. É por isso que maus empregados podem estragar um bom negócio. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nunca digas nunca

Acabei de entregar a minha casinha à Remax. Sempre disse que Remax: nunca!! Agora morde.
Contra tudo e contra todos. Ninguém gosta da Remax (das pessoas que me contactam), mas que as Remax proliferam lá isso...
Se não resultar na Remax passo para Era. Acho um piadão colocarem na placa 'já Era'. Mas desta vez fui pelo racional e não pelo emocional. A agência fica perto de onde moro, de onde trabalho e tem boas referências. 

Durante uns meses vou ficar 'livre' de chamadas diárias de outros agentes, investidores em fúria e compradores sem dinheiro (sim, eles existem e são a maioria). Que descanso!!!

A gota de água deu-se quando um investidor começou a inventar tantas obras em casa que o valor que eu pedia teria de ser reduzido em 20% para conseguir fazer face à despesa e ainda retirar lucro. A conversa foi tão surreal que eu acabei por dizer que mesmo oferecendo a casa a custo zero, ainda lhe saía cara. Pronto, não nasci para isto. Eu faço os projectos, os bonecos, mas não me peçam para os vender. Não há pachorra para chicos-espertos.

E as pessoas que gostam muito da casa, mas só têm x valor para oferecer? E olhem que eu já baixei muito o preço...

Ninguém consegue acreditar que eu ainda não vendi o meu apê. Toda a gente achava que ia ser vendida num piscar de olhos (até eu!!). Mas não. Os portugueses querem pechinchas, resta-me virar para o mercado internacional. Para que fique esclarecido, eu tentei. Tentei mesmo. Depois não me venham dizer que o centro de Lisboa está entregue a estrangeiros. Estou a pedir pela casa o mesmo valor que a comprei, sem especulação. 

Agora vou tentar não pensar muito no assunto que é para ver se é desta que o meu cantinho passa de mãos. Às vezes penso se não será um sinal...para não vender. Será que devia arrendar? Será que...Bem, logo se vê. Daqui a uns meses!

sábado, 3 de setembro de 2016

Para quem me pergunta como vai a abstinência da progressiva

Mantenho-me firme. Químicos só as pinturas, mais nada.
Não é fácil, naaaada fácil. Desesperante por vezes. Mas voltei a ter o cabelo forte e deixou de cair. Para já não vou ficar careca!

Truques? Fita no cabelo quando vou à praia. Após o duche, rabo de cavalo bem puxado e um bocadinho de gel fixante, depois é só soltar depois de seco. Fica encaracolado nas pontas e liso na raíz.

Ando a investir em mooontes de produtos para hidratação, nutrição e fortalecimento para cabelos encaracolados e vou variando. Não há nenhum mágico, mas a verdade é que ainda não acabei nenhum dos frascos.

Objectivo: voltar a ter o cabelo de adolescente :)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pus a minha casinha à venda

Há uns três meses que pus um anúncio na internet. Telefonemas de manhã à noite de agentes imobiliários para angariar o apartamento (que insistentes e desesperados!!). Até houve uma agente que se deu ao trabalho de arranjar um falso investidor para me convencer a assinar um contrato de angariação exclusivo. É preciso ter muito cuidado, mesmo.

Alguns investidores também vieram ter comigo directamente, mas querem pechinchas, que não é o caso. A ideia de me enfiarem pessoas que não vão estimar a casa como eu deixa-me com sentimentos de culpa. Eu sei que é uma casa, mas de certa maneira faz parte de mim. Estão muitos pensamentos, vivências e sentimentos ali contidos, não é mesmo?

Depois lá me decidi a pôr uma placa na varanda a dizer VENDE-SE. Desde a primeira hora começaram logo a ligar-me pessoas a perguntarem qual o preço, as áreas, etc. Já fui mostrar a casa a uma boa dose de pessoas (desde a cuscos a pessoas mesmo interessadas), mas ainda não a vendi. Na realidade ainda não apareceu uma pessoa igual a mim: jovem estudante de outra cidade e que decidiu empregar os seus euros numa renda ao banco em vez de dar o mesmo valor por um quarto e no fim ficar não ter propriedade de nada. Eu tive essa oportunidade graças aos meus pais, que não sendo ricos, aplicaram o valor que receberam da casa da minha avó e dar como entrada para a minha casinha.

Agora o que me pasma é pessoas ligarem-me a achar que o prédio está todo à venda, quando se pode notoriamente ver que estão lá pessoas a morar. E um prédio à venda, naquela zona, nem precisava de placa que antes de anunciar já estaria vendido.

Entretanto vou ouvindo os elogios à casa ao mesmo tempo que se lamentam de ser muito cara. Eu aconselho-as a fazer uma pesquisa na internet por imóveis do género, na zona, para terem a percepção do valor de mercado. Ali não há pechinchas, nem quando a comprei foi barato, muito menos seria agora.

E mais...não tenho pressa. A pessoa certa chegará.

sábado, 27 de agosto de 2016

Porque eu mereço

Fartinha de trabalhar, fartinha de andar a correr de um lado para o outro, fartinha de nunca ter tempo para nada nem ninguém, fartinha de nunca mais ganhar um prémio chorudo no euromilhões...rendi-me às evidências e fui ao Freeport de Alcochete. Fui direitinha à Coach, bati os olhos em meia dúzia de malas e trouxe uma comigo. Oferta de mim para mim. Foi a minha primeira vez na Coach outlet e adorei. Tem muito mais oferta que no Corte Inglês e modelo muito mais giros!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O desamor

Por vezes a vida prega-nos partidas. Ou serão obstáculos da vida?
Há quem salte por cima, dê a volta, derruba as barreiras e segue em frente. Mas ha também quem chore e berre, que se descabele e desespere em frente a cada obstáculo e se pergunte e lamente porquê eu, porquê??!!! E ali ficam a torturarem-se de lamentos a achar que é o fim.

Infelizmente estou a presenciar um pequeno drama familiar que me está a deixar muito triste e desiludida.

Primeiro fiquei em transe com a doença súbita do meu pai, depois percebi que existe recuperação (lenta), que o problema dele é físico e não revela sequelas maiores. Fiquei aliviada por ver que isso não o impedia de fazer a vida normal, mesmo que toda a gente lhe pergunte o que é que lhe aconteceu, mesmo que não possa ter independência total pois não pode conduzir, tem tratamentos diários, etc. claro que por vezes desanima, enerva-se, fica de mau humor e descarrega na minha mãe.

Ah, a minha mãe.

A minha mãe vive num lamento pegado, anda frustrada por perder o verão, por não ter liberdade, por ter de ser enfermeira do seu companheiro de há mais 30 anos. Não tem paciência para lhe aturar as casmurrices, não tem amor para lhe ver a doença, não tem memória para se lembrar de quem a agarrou durante anos quando foi ela a enferma. E isso entristesse-me e desilude-me.

Não é fácil, mas também não é o drama, o fardo que tanto se lamenta no facebook diariamente. Vejo a mãe de uma amiga minha que há 7 anos acompanha o parkinson galopante que lhe quer tirar o marido e é comovente ver a dedicação e o amor com que luta por ele e para ele.

Que é isto afinal, mãe? Que é feito dessa tua força e amor? Que é feito do compromisso na saúde e na doença? Vejo e sinto que no fundo ela odeia tudo isto que está a acontecer porque é sinal que a idade traz sequelas. E para a minha mãe a velhice é o seu maior pesadelo, perder a beleza é atroz. Começa a ser doentio e preocupante. Desde quando é que eu criei uma mãe tão fútil? E se eu vejo e sinto isso, se é tão óbvio, como se sentirá o meu pai? Mal, claro.

Amo muito os meus pais, sei que estão a passar um período chato, mas caramba, há solução!

Como filha não posso puxar a orelha de cada um e obrigá-los a comunicarem e a entenderem-se. Aliás, não posso fazer nada senão ouvir queixinhas de um lado e lamentos do outro.

O meu pai revela-se um ingrato por não reconhecer todo o esforço que a mãe faz. A mãe tem falta de paciência...e amor. Acho que é isso.

É nestas alturas que se revelam as fraquezas de um casamento quase perfeito.

Veremos. Ou melhor, nem quero ver.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Grey Summer

Devia estar a relaxar na praia, preocupada com as dietas e rugas. Com indecisões graves: gelado ou bola de berlim?
Mas não. Já quase passou uma semana e tenho estado a trabalhar (uma ajudinha e tal...freelancer e tal...). Mas pior mesmo, e o que mais me deixa angustiada é o estado de saúde do meu pai. Isso sim é que é a minha maior razão neste momento. A minha angústia e noites mal dormidas. A sensação de impotência é esmagadora. Resta-me ter pensamentos positivos e rezar para que um dia venha aqui contar o que tudo aconteceu e como ele recuperou bem. Prometo.

Até lá, aproveitem bem as alegrias da vida!!!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Como pedir divórcio da progressiva

É um caso difícil.
Uma pessoa apaixona-se pela progressiva, não consegue viver sem e depois apercebe-se que é uma relação tóxica. 

Dá despesa, dá trabalho, mas faz-nos tão felizes e despreocupadas. Só que é como aquelas paixões destrutivas...o brilho que achamos que é hidratação afinal é ilusão, o cabelo começa a ficar fraquinho, a partir, a cair e nós, chorosas, a achar que vamos ficar carecas não tarda.

Então tomei coragem e decidi terminar com tudo. É difícil, penso nela muitas vezes. Todas as manhãs olho-me no espelho e suspiro por ela. Mas não vou ceder, tenho de esquecer alisamentos e progressivas e recuperar o meu cabelo.

Já há 10 meses que deixei a progressiva (marroquina) e ainda não tenho o cabelo 'normal'. Andei a usar um champô especial para fomentar o crescimento de novos cabelos, cortei mais de um palmo (chuif, chuif) e gasto fortunas em hidratações. Ainda estou naquela fase de cabelo ondulado numas partes e meio liso noutras (um pavor). Para sair de casa demoro horas a arranjar a trunfa, e esta chuva??? Parece de propósito, humpf!

Vou tirando ideias aqui e ali para ir domando os caracóis que espetam na minha cabeça feitos raios de sol. O meu Guapo ri-se à gargalhada quando olha para mim de manhã. Sempre. 

Não é fácil esta fase, o cabelo cresce devagar (vou redobrar a dose de gelatina diária) para que ganhe 'peso' e a raiz fique mais lisa. O meu problema é mesmo a raiz. Antes dos alisamentos eu tinha a raiz lisa e só ondulava depois, agora não. Pareço o Marco Paulo de antigamente.

Penso sempre que é uma fase e que vou recuperar a minha cabeleira de antes não tarda. Adoro ver que o cabelo está forte, não tenho pontas finas nem espigadas, estou cheia de cabelo e não vou ficar careca. Agora que dá trabalho dá. E leva-me cá uma dose de paciência diária que nem imaginam, mas pronto, é o que sou.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Voltei ao laser

Já percebi que definitivo só a morte (e mesmo assim...).

Depois de ter andando a fazer laser numa clínica e não ver grandes resultados a longo prazo (passado algum tempo apercebi-me que me andavam a fazer fotodepilação em vez de laser alexandrite só-porque-era-verão mas não me avisaram) resolvi ir experimentar a Clínica do Pelo aqui perto de casa no mês de Outubro passado. Fui desconfiada, mas o objectivo era uma lua-de-mel sem stresses e arrisquei.

Foi fantástico estar dois meses sem me preocupar com depilações. Só ao fim do terceiro mês é que tive de pôr mão no assunto. E fui deixando arrastar até agora. Já que me tinham tirado sinais com laser sem anestesia, também conseguia aguentar umas picadas mais intimas!

E lá fui. Dói sempre um bocadinho (faço virilha longa, quase total), mas é óptimo porque o esforço é tanto que saio de lá a suar como se tivesse feito uma hora de eliptica.

Agora é deixar passar um mês e meio e pimba, laser. Depois mais um mês e meio e zás! A partir daí espero só voltar a esturricar-me de 6 em 6 meses. Ou um ano. Sim, que os meus pelinhos são fraquinhos mas são teimosos.

Claro que depois vou decidir engravidar e as hormonas vão-me trazer os pelos todos de volta (ouvi dizer). Entretanto vou-me habituando ao cheiro a carne esturricada e picadas nas partes intimas.

Futilidades à parte, quem gosta faz, quem não gosta não faz. Não chateia ninguém, alimenta negócios e cria postos de trabalho.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

E eu que detestava música brasileira?

E maionese? E chantilly?

Agora oiço isto:




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lutar até à morte

Vi esta notícia e fiquei agoniada.

Onde é que eu já vi isto...Deixem ver...Ah, três anos A.C!!! Boa, que evoluídos que estamos. Em vez de termos gladiadores temos patrocinadores e pessoas auto-motivada para dar e levar pancada até à morte.

Para mim não é desporto e custa-me que considerem isto desporto. Tal como as touradas, são actividades completamente absurdas para entretenimento de um público com mentes distorcidas (e tenho familiares próximos que têm essa mentalidade distorcida fruto de uma educação distorcida). Distorcido é a palavra do dia, portanto.

Infelizes os familiares de pessoas que sejam praticantes deste 'desporto'. Ver um filho a levar pancada até à morte deve ser tortura. Digo eu.

Pronto, foi só um desabafo. Back to work.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Já vos aconteceu?

Ter um voucher de presente da Mango mas SÓ gostarem das pecinhas da Zara?

segunda-feira, 14 de março de 2016

De seda e algodão

Zara Home, achado de saldos. Só acreditei quando paguei.
Poupei 27 aérios ;)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Este 2016 não veio para ficar

Apre, que começou mal!

2015 terminou com as melhores notícias EVER! Eu ia ser tia e finalmente apareceu um comprador para a casa da minha tia.

Chegou 2016 e logo no primeirissimo dia veio a má notícia, a minha cunhada tinha perdido o bebé. Enfim, o próprio organismo rejeitou, eventualmente uma má formação do feto (antes assim...). A parte boa é que...eles conseguem engravidar (ao fim de anos a tentar). É só uma questão de nervos.

Pouco tempo depois, no dia antes de assinarmos a escritura da venda, o comprador liga a desistir da compra. Tinha acabado de perder o dinheiro todo no jogo online. A parte boa é que...não se perdeu o sinal de entrada da compra da casa e mantivemos a casa para voltar a pôr no mercado.

Por último, e espero que fique por aqui, acabei por aceitar que recebi um envelope vazio como prenda de casamento de uma amiga. Amiga, marido e filha. Até hoje não se 'lembraram' de me dar uma prendinha de casamento. Nem um postal nem um copo de cristal. Foram lá, comeram, beberam, levaram prendas de recordação e goodbye maria ivone. O que me custa não dizer nada. Mas também ia dizer o quê? Como se pode cobrar uma prenda? Ou dá-se ou não se dá. A prova que a amizade era tão sincera e verdadeira como as mamas da Ana Malhoa.

E ainda vamos em Fevereiro!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Duvidas existenciais

Ando por aqui com o blogue preso por um fio. Porquê? Porque acho que o Guapo já o descobriu e não me sinto muito à vontade para escrever. Bem, mas não temos grandes segredos, por isso se me estás a ler: Olá marido fofinho :)))

Estou quase a fazer anos. Mais um. E menos um. Menos um ano de qualidade fértil. Menos um para atacar a história dos filhos. Eu sei que devia estar focada nesse assunto, mas não estou. Quero dizer, estou e não estou.
Sabem aquela sensação de estarem a ver episódios em catadupa da Good Wife mas têm algo a martelar na vossa a cabeça a dizer: devias estar a trabalhar/a arrumar a cozinha/a tratar do IRS, etc. É (quase) o mesmo. Eu sinto que devia estar a tratar do assunto. A ir aos médicos (mas vou marcar), a pensar no que vai mudar, as viagens que não vou fazer, eventualmente a procurar um emprego em vez de trabalhar por conta própria, em organizar-me melhor para ter mais tempo para tratar da minha casa para poder pôr-la à venda, and so on. Mas aqui ando na lufa-lufa diária, a assobiar para o lado e fingir que tenho ovários de uma jovem extra jovem. Não estou preparada para ter um ser 100% dependente de mim, para deixar de ter noites descansadas a dormir profundamente (e olhem que eu preciso de dormir bem para ser gente), para assumir responsabilidade para uma vida inteira. E como eu sou altamente neurótica e hipocondriaca fico cheia de nervos...e se a criança nasce com algum problema? E se está tudo bem e no parto corre tudo mal? E se acontece algum acidente estúpido? E se...? Nunca mais vou ser a mesma, os cabelos brancos vão proliferar e as rugas acentuar.
Ao nível pessoal também é angustiante pensar que não vou ter os horários que me apetecem, nem vou concretizar os sonhos que por mais absurdos que sejam a pessoa ainda sonha. Do género...viver uma temporada em NY, ou uma temporada no Rio de Janeiro, ou uma experiência como tive em Barcelona. Parece que nem lá estive, que foi uma outra vida. Estou tão caseira que quase não me reconheço às vezes.
Se por um lado tudo o que queremos é uma vida pacata, com casa, comida e água quente, por outro lado...só se vive uma vez. Quantas vidas podemos ter na mesma vida?
Não quero estagnar. Quero continuar a ser muito feliz ao lado do homem que escolhi ser meu companheiro para o resto da minha vida, mas tenho muito receio que a rotina nos engula e que passemos a ser mais um casal com filhos que vive para pagar as contas. Eu tinha (e tenho) tantos sonhos...

Lentamente vou-me apercebendo que muitos dos meus sonhos estão a desvanecer. Porque os meus pais não estão a ir para novos, porque não tenho liberdade monetária para fazer o que quero e porque a idade se está a impor aos meus ovários. E assim chego à conclusão que sou nada mais que uma formiguinha no planeta a tentar sobreviver, outras vezes a viver, mas que na certa passa os dias a trabalhar e a fazer aquilo que todos fazem. Não estou a construir algo que deixe marca positiva para o futuro. Algo que contribua para a evolução da humanidade. Não. Estou a trabalhar para gente muito rica, para terem as casas de luxo que sonharam para venderem logo de seguida 'porque surgiu uma excelente oferta'.

Vivo angustiada sim. Angustiada por reparar que já não vou ter tempo para ser e fazer tudo o que gostaria, nem estar com tempo de qualidade com os que me estão longe.

Às vezes apetece-me gritar e atirar tudo ao ar. Entrar num avião e começar de novo. Mas nunca o conseguiria fazer sem as minhas pessoas. E assim vivo neste limbo.

Pode parecer ingratidão, mas não é. Sou muito grata por tudo o que tenho e consegui alcançar, sou muito grata por ter as pessoas mais maravilhosas na minha vida. Mas na realidade são elas que me prendem aqui, ao o que sou hoje. Se um dia elas me fogem...não sobra nada de mim. Percebem?

Pois é, hoje estou assim, a divagar, a pensar na vida. Deve ser porque tenho demasiado trabalho. Agora. A partir de Março não tenho grandes perspectivas de trabalho, a não ser que apareçam entretanto, não me preocupo. Vou vivendo. Ou como se diz: Vai-se andando!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ai o Dubai...

A nossa lua-de-mel foi mesmo mel. Foi tão fantástica e correu tão bem que eu ainda choro por mais!
Viajamos sempre na Emirates e adoramos. Dormi, comi (ok, a comida da TurkishAirlines é melhor), vi filmes, vi séries e ainda dormi mais. Não inchei nem me secaram as narinas como é habitual nos voos de longo curso.
Agora, o Dubai...que dizer? Fiquei fascinada! É um fenómeno gigante o que ali se vive. Um verdadeiro oásis e um paraíso para nós, arquitectos, com tanta tela branca por preencher. Achei tudo muito civilizado, senti-me sempre segura, mesmo na zona do hotel que escolhemos ficar na zona antiga dado que iamos lá ficar pouco tempo. Quando lá voltar vou querer a zona da Marina.
Adorei tanto que disse ao meu Guapo se tivessemos de nos fazer à vida por falta de trabalho já não ia para o Brasil, nem Moçambiques e muito menos Angola. Ia para o Dubai de bom grado uns 2 anos. Depois regressava. Adoro viajar, mas não há como regressar a nossa casa.

Deixo só umas dicas para quem lá for e se vir grego para arranjar um mapa como deve ser (não há). A cidade é extensa, tipo LA, desenvolve-se junto à costa, tem imenso trânsito e eles conduzem mal. Faz muito calor e não há muita gente a passear nas ruas (excepto em Deira e na zona da Marina). Como tinhamos pouco tempo compramos bilhetes do City Sightseeing (autocarros turisitcos) através do site Viator (aqui eram mais baratos do que no próprio site). Há outras opções de tours como o Dubai tours, mas o City tinha a vantagem de nos oferecer entradas para o Aquarium no Dubai Mall e fazendo as contas compensava largamente. Os percursos são muito semelhantes. Têm sempre água fresca para nos dar, não vale a pena irem carregados de águas (como nós fizemos).
Os bilhetes para o At the Top do Burj Khalifa compramos cá um mês antes pela internet. Logo à entrada do At the Top (dentro do Dubai Mall) vamos a uma maquineta passar o código e emitem os bilhetes. Só uma dica, da saída do metro até a esta entra são no mínimo 30 minutos a andar bem (nós fomos a correr). 
O Dubai Mall é um mundo dentro de paredes. Incrivel. Infelizmente não tive tempo para apreciar como deve ser, estivemos sempre à pressa, quisemos ver tudo em pouco tempo! Para mim o ponto alto foi o espectaculo de luzes, som e água nas Fountains cá fora. Foi lindo, lindo, lindo!

Também fui dar um mergulho na praia pública (o bus para lá) e até têm casinhas para podermos trocar de roupa. Aí foi um pouco constrangedor pois os homens ficavam embasbacados a olharem para as ocidentais de biquini e chegavam a tirar fotos à socapa. Mil vezes um hotel com praia privativa ou as praias da Marina (embora estas tivessem vista para o porto). Enfim, a água é quente, a areia branca e tal, mas a envolvente deixa muito a desejar.

A dinâmica da cidade é engraçada, pois por causa do calor só se começa a ver muita gente a partir do por do sol. As ruas enchem-se, as lojas ficam abertas até bem tarde e quando damos por nós são onze da noite e ainda andamos a passear. Muito giro!
Creek

Burj Khalifa

Marina

Burj Al arab

Burj Khalifa

Aquarium (dentro do Dubai Mall)

As fontes do Dubai Mall

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

So many news...

A minha ausência reflecte a extrema loucura que tem sido a minha vida nos últimos meses.
Primeiramente podem-me felicitar por finalmente ter dado o nó. Sim, eu e o Guapo somos oficialmente casados!! Conseguimos arranjar um sítio (lindo) com orçamento adequado para o tipo de festa que queríamos fazer. Tinhamos tudo planeado ao milimetro, mas o S. Pedro (é o que eu digo, eu e os Pedros...nada a fazer!) estragou-nos parte dos planos e no último minuto houve improvisos que ficam para a história. Foi uma boda extremamente abençoada (molhada) mas muuuuito divertida e emotiva. Cumpriu todos os clichés, passou muito rápido e não comi quase nada. Metade das coisas passaram-me ao lado, mas eu sei que estive lá. Houve drama com o vestido até à véspera, houve drama com o cabelo, mas não houve drama com os sapatos :) Nós é que tratámos da decoração, dos convites, das encomendas da China, da Malásia, da Holanda, New York, de tudo e mais alguma coisa. Ficou tudo muito lindo e romântico (com grande contribuição da chuvada do S. Pedro)! Gostei tanto...

Como consequência, concretizamos o nosso sonho de ir ao Dubai e às Maldivas. Ainda estou atordoada do que vi, senti e experimentei. Foi tudo fantástico, conhecemos o verdadeiro paraíso de cartão postal e caminhamos na cidade do futuro. Surreal!

Fiquei com vontade de mais, muito mais!!!

Entretanto já regressamos, estamos a voltar à nossa rotina, mas sempre com a próxima viagem no pensamento. O Mundo é tão grande e diversificado. Há tanto para conhecermos e tão pouco tempo...

O trabalho ficou acumulado até ao meu regresso ao mundo real e estou à beira de um ataque de nervos!

As obras da minha casa finalmente terminaram! Não ficaram exactamente como eu queria, mas paciência. Agora é arranjar tempo para a preparar para vender. Sim, vou vender o meu cantinho de solteira. Só o faço porque tenho problemas com o vizinho de baixo e estou numa de me livrar de problemas, empréstimos, IMIS, taxas de esgoto e etc.

E com isto tudo também ganhámos uma Bimby de presente de casamento :)))))))
Agora sim, sou gente fina, já tenho uma Bimby para chamar de minha, ahahahahah!

Bom, acabou-se o intervalo. Back to work!

P.S- Assim que tiver fotos do casório vou tentar colocar alguma!