terça-feira, 20 de junho de 2017

Viver não é um sítio seguro

Fui passear a Londres com toda a família. Ia com o coração nas mãos face aos atentados terroristas recentes. Tínhamos programado almoçar no Borough Market ainda sem saber o que se iria lá passar.
Não havia volta a dar, os voos estavam pagos, hotel, excursões para fora de Londres, bilhetes para o The Shard. Milhares de euros envolvidos e algum receio. Mas bolas, quem foi ao Rio de Janeiro no réveillon e conseguiu não ser assaltado também conseguia ir a Londres com o mesmo espírito de aventura e alerta, certo?

Claro que assim que pusemos os pés em Londres todo esse receio desapareceu. Londres continua igual, as pessoas andam tranquilas nas ruas, mares de gente em todo o lado, apanhamos dias radiosos, tudo tranquilo. Foi óptimo!

Nos dias de hoje não podemos dizer que estamos 100% tranquilos num sítio qualquer. Nem aqui, nem em lado nenhum. Olho muito mais por cima do ombro agora quando ando na rua do que há uns tempos atrás, é um facto. Já penso duas vezes quando deixo o Guapo à porta das lojas enquanto ando a cuscar os trapos. Faço o possível para andarmos sempre em grupo porque sei lá...

Mas depois chego a Portugal e tomo conhecimento de um incêndio numa torre de habitação em Londres que mata mais de 70 pessoas por causa de um erro de projecto e negligência. Um horror...e pensar que tínhamos passado lá perto umas horas antes!

Uns dias depois, um incêndio dantesco em Pedrogão Grande que conduz dezenas de pessoas para a estrada da morte onde se perdem famílias carbonizadas nas suas viaturas. Isto é atroz, é de uma violência a todos os níveis que uma pessoa nem quer pensar. Toca-nos profundamente de uma maneira egoísta quando pensamos que podíamos ser nós, a nossa família, os nosso amigos...

A minha amiga cancelou a viagem dela a Londres porque os miúdos estavam aterrorizados com possíveis ataques terroristas. Vão para um hotel tranquilo no meio da serra. Será que vão? E se houver um incêndio destes?

Não há mais tranquilidade para ninguém se pensarmos nas desgraças que nos podem acontecer a qualquer minuto. Vivo muito essa angústia. Tenho muito medo de algum acontecimento tenebroso possa alterar radicalmente a minha vida. O meu exercício diário é 'não penses nisso'. 

E é o que faço neste exacto momento: 'não penses nisso'. Faz hoje um anos que apanhei o maior susto da minha vida quando telefono aos meus pais e a minha mãe me diz que o pai acordou com a boca de lado. AVC na certa...mas não foi. Felizmente que não foi e felizmente já está praticamente recuperado. Tudo pode mudar num instante e isso assusta-me, aterroriza-me. Até ter um filho deixa-me em pânico...pode correr tanta coisa mal. E se já vivo em sobressalto hoje imaginem com um filho?! É melhor começar a fazer terapia quanto antes.

Antes de terminar, e as palavras valem o que valem, às pessoas que perderam tudo...esperança e força, muita força.

domingo, 4 de junho de 2017

Vou contar uma história

Reza a história que um belo casal vivia muito feliz na casinha em terra pequena à beira mar plantada, que compraram fruto do árduo trabalho no mar e em terra. Tudo a correr de feição e até avançaram para ampliar a casa e construir mais um piso. Gente humilde mas sempre pronta a receber quem fosse de braços abertos.
Até que um dia...
O pequeno fruto do seu amor não resiste a uma doença fulminante e pais ficam orfãos de filho. A vida seguiu e com eles a motivação para tentar outra vez. Até que um dia a pior notícia bateu à porta. A D. Ana ficara viúva. O mar que os sustentava ceifou a vida do seu amor. O marido não mais havia de voltar da labuta e D. Ana não mais voltaria a sentir o abraço quente da sua melhor metade.
Jovem ainda, vestiu-se de negro e toda a sua alegria e força de viver estavam adormecidas.

Mas logo apareceram os abutres deste mundo. Os sogros e irmã do falecido arreganharam os dentes e reclamaram os direitos de herança do filho e irmão desaparecido. Não quiseram saber da tristeza de uma mulher que ficou sem um filho e depois sem o marido, amor de sua vida. Exerceram o seu direito (na altura) de herdar metade de tudo o que era do filho e irmão para que a viúva não ficasse mais rica que eles. Rica? Ficar com a casa que construiu a meias com o seu parceiro? Pois...outras épocas.

Foi com uivos de dor e revolta que D. Ana aceitou esta ganância. Deu-lhe o rés-do-chão da casa onde tudo começou, onde tinha as melhores recordações do seu amor, e ficou com o primeiro andar que mal tinham tido tempo de estrear por causa do acidente. Construiu um acesso directo pela rua e reservou-se ao direito de construir uma açoteia.

Durante o resto da sua vida viveu revoltada no seu interior. Aquela força de mulher continuava a existir mas continha-se cada vez que sentia os germes no piso abaixo do seu. No piso que era seu por direito de esforço e dedicação. Andava com pés de lã, não abria as janelas nem sequer em verões ardentes de quente. 'Aquela gente não há-de ouvir um pio meu enquanto for viva'. Auto massacrou-se com essa vingança, como se os outros quisessem saber. Já tinham a casa para passar férias!

A meio do percurso os vermes ainda reclamaram que deveriam ter acesso à açoteia, invejosos que nem a morte os quer. Foram para tribunal com D. Ana a chorar lágrimas de sangue. Desta vez a lei foi justa. Ela é que construiu a açoteia, os outros não tinham direito a nada. Vermes.

No fundo D. Ana continuava uma pessoa alegre, mas ao que consta, uma sombra ao lado do que era naquele outro tempo. As portas de casa deste casal estavam sempre abertas, as melhores festas de Natal eram lá em casa, havia sempre espaço para mais um! Essa D. Ana eu já não conheci.

Os anos passaram e D. Ana nunca tirou o luto de si, nem das suas roupas. Nunca quis saber de outro homem, nem se era feliz. Foi vivendo.

Um dia a morte esperou-lhe lentamente. O sangue começou a ficar doente e arrastou-a para o hospital. Nos dias que lá esteve inspirou-lhe o maior desejo: 'tomar um duche para sentir a água correr-lhe no corpo'. Acabou por partir sem concretizar essa vontade. Não há duche que eu tome que não me lembre dessa frase.

A casa da D. Ana acabou por ficar para o sobrinho mais próximo que lhe era quase como um filho. 
A ele coube-lhe a dura tarefa de decidir o que fazer com o recheio de uma vida em objectos. Sentiu em cada lençol bordado do enxoval uma pontada de dor. Tudo se foi. 

Por fim vendeu a casa. Vendeu com o maior desejo que o novo proprietário fizesse obras bem barulhentas o verão inteiro. 

Eu acrescento: desejo que os novos proprietários façam grandes festas e celebrações naquela casa, levem muita alegria e barulho para aquelas paredes, façam a vida daqueles vermes um inferno que é o que eles merecem.

Não que seja vingativa (um pouco talvez), mas ganância com injustiça é do pior. Para mim o que fizeram à minha tia D. Ana foi pura maldade. Espero que quando esses seres chegarem ao outro lado o meu tio esteja lá para lhes dar um bom puxão de orelhas e a minha tia umas boas vassouradas. No fim sei que vão acabar por lhes perdoar, mas entretanto espero que o karma de terem feito o que fizeram os persigam até ao fim.





quinta-feira, 1 de junho de 2017

Excesso de liquidez

Vendi a minha casinha!!!

Vendi a minha casinha....

Vendi a minha casinha, buáaaaaaah!!!!!

Tenho de me mentalizar que são objectos e a vida continua. Fui muito feliz lá, tive muitas dores de cabeça com as obras, tive problemas com infiltrações até substituirmos o telhado e era dramático cada vez que chovia. Dá-me muita nostalgia ter-me desfeito da casa, mas a vida é assim mesmo. Não podemos ficar agarrados a todos os objectos que temos, principalmente quando não lhes estamos a dar uso. E tal como se sabe, uma casa vazia é uma casa a estragar-se (sim, elas auto degradam-se).

Depois de pagar o que devia ao banco, ainda sobrou algum. Entreguei tudo aos meus pais e eles lá orientaram o excedente à maneira deles.

Neste momento tenho 'excesso de liquidez', expressão utilizada pela minha gerente de conta. Uma pessoa é tão assediada que até julga que está ryca!

Não tenho dúvidas que tenho uma vida confortável. Não passo necessidades, posso permitir-me a certos luxos, e até carro parado à porta tenho! Mas acima de tudo tenho o luxo de ter água potável sempre que abro a torneira, roupas confortáveis, comida no frigorífico, a tranquilidade de sair à rua em segurança. Isso sim, é o mais importante.

Ryca serei quando estiver indecisa em comprar uma penthouse no Upper East Side ou no Upper West Side em NY!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Fui num cruzeiro...again!!!

E adorei, adorei, adorei!!!!
Desta vez andámos pelo Báltico e apanhámos neve em pleno mês de Maio em Helsínquia!!

Agora não vou ter tempo de relatar pormenores (já se sabe que quando regressamos de férias o trabalho cai em avalanche), mas só para esclarecer que eu enjoo muito de transportes (até para andar de avião tomo vomidrine!) e nunca enjoei em cruzeiros. Quanto maior o barco menos se sente que se está no mar e os mares que tenho andado são relativamente calmos, por isso...quem está com medo de passar mal, don´t worry. Tranquilíssimo!!! Vão em frente, cruzeiros são para todas as idades e é divertidíssimo!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Livrei-me da progressiva!!!

É isso!

Notícia bombástica! Já tenho o 'meu cabelo' de volta. Sem resquícios de marroquina (progressiva). Ufaaaa!

E agora, como te aguentas?

Então é assim: 

ferro com ele!

Oh Muñeca, não ias assumir os teus caracóis com orgulho? Er...não.

Pronto, não é muito saudável queimar o cabelo todos os dias, mas é muito melhor do que a progressiva, garanto-vos.

Para já uso todo o tipo de protector térmico, o ferro tem placas cerâmicas (supostamente queima menos) e na realidade dou só uns 'jeitos' à trunfa.

Vou explicar melhor (para quem estiver interessado). O meu cabelo era ondulado, bastante ondulado. Fiz imensas progressivas (a marroquina) e ele foi ficando fininho, fraquinho, a cair e a partir. Também faço coloração (com Inoa). Agora o cabelo está forte e muuuuito ondulado, assim tipo caniche, estão a ver. Pois, no me gusta. Mas voltei a ter a raíz lisa (finalmente!!!).

Então o que se sucede é o seguinte:
- uso champôs e amaciadores à base de côco, protectores térmicos, séruns e cremes mil, mas no inverno tenho de secar o cabelo com o secador o que faz com que os caracóis se desfaçam (não gosto do difusor);
- pego na placa alisadora e passo mechas (grandes, assim à bruta que não tenho muito tempo) até o cabelo ficar ondulado leve;
- a seguir vou à minha vida (tomar pequeno-almoço, ver uma novela, depende da hora), deixo passar uns 15 minutos;
- o cabelo ganhou mais volume e certas zonas ondulou mais, então dou mais um toque com a prancha para alisar e logo de seguida começo a dar o 'jeitinho' para definir as ondas (sim com a placa alisadora); 
- não é nada de novo, vi uma blogger brasileira a fazer no youtube e resolvi imitar...e não é que fica show????
- fico com ondas tipo Gisele Bundchen (yeap!) e toda orgulhosa! E mais, no dia a seguir ainda fica melhor!! É só dar um toquezinho e fica definido e solto como se tivesse ido ao cabeleireiro.
- no total demoro 20 minutos (ou menos) -sem contar com os 10/15 minutos de intervalo. Estou tão orgulhosa :)))
- claro que no Verão e com praia não dá para esconder, mas uma fita larga disfarça bem.

Agora só falta convencer a minha mãe a aderir. O cabelo dela era tão forte e agora está tão fininho nas pontas que dá dó, mas ela AMA progressiva.

Muito parecido (só que com menos 4 dedos)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Impressão minha ou as mães estão a dominar o Facebook?

Ou melhor...o 'Face', como elas dizem.

Antigamente a minha mãe (e sogrinha) entupiam-me o mail com mensagens reencaminhadas com powerpoints sobre a saúde, a amizade, o amor, com piadas, tudo e mais alguma coisa. Entretanto, como o meu pai ocupava-lhe o computador e o gato não a deixava ter o portátil ao colo durante muito tempo, tivemos a brilhante ideia de lhe oferecer um iPad. Bem...supostamente era para os dois, só que entretanto a mãe também já ganhou um iPhone e o pai também. Então a mamãe domina o iPad e o iPhone, adora e até agora não houve desgostos. O meu pai continua no computador e garante que o melhor presente até hoje foi o iPhone.

Agora a mamãe vive agarrada ao iPad, principalmente no Facebook. Está sempre a fazer Quiz(es) de personalidade, de futurologia, coisas profundas e muito certeiras. Quando quer mandar indirectas, vai ao Face. Eu descubro logo se está chateada nesse dia só de ir lá espreitar. Espreitar, leram bem. 

É que a acrescentar à minha mãe, também há a mãe do Guapo. A mãe do Guapo pega no carro em dia de temporal para ir tirar fotos ao mar (mas de longe, não é como os outros...) para pôr no Face, sai do carro com -5º ao sol para tirar umas fotos para pôr no Face, fica hooooras na internet à procura de frases bonitas para pôr no Face, ele é o 'Bom dia, bom almoço, café é salvação, boa tarde, boa noite, durmam bem, etc. Assunto não lhe falta. Depois ainda há a mãe de uma grande amiga minha, comenta as fotos todas e gosta muito de animais. Há a mãe de umas amigas de infância (que não vejo há uma dezena de anos, mas a mãe está no meu Face todos os dias). E por aí fora...
Eu abro o Face e aparecem trezentas e cinquenta e sete posts das 'minhas mães'. Uma loucura. Depois actualizo o Feed para posts mais recentes para ver se algum amigo partilhou alguma coisa de jeito. Três segundos e meio e já estou no Insta ou a jogar Candy Crush (sim, ainda jogo, sim relaxa-me imenso e não, não vicia).

Para resumir: nunca fui muito de botar pensamento no Facebook, agora muito menos. Vou de vez em quando espreitar e já informei devidamente às mamãs que só vou ao Face quando não tenho mais nada para ver no Instagram ou não tenho vidas no Candy Crush, ou outra coisa qualquer. 

Não é por mal, mas não é a mesma coisa...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

We will always have....

...nem Paris, nem NY, nem Rio!

Fico triste, pois claro que fico.

Um dos grandes planos que eu tinha quando ficasse euromilionária era passar 6 meses em NY e outros 6 meses no Rio.

Maaaas...a Cidade Maravilhosa não é nada pacífica, é violenta. Linda de morrer, adorei o vibe, tem um potencial enorme de ser uma grande cidade e o Brasil um grande país. Mas tem muito trabalho pela frente, que ao se basear em mudar comportamentos e mentalidades torna o exercício muito difícil. Infelizmente, porque eu senti-me muito feliz como carioca!

Então tinha sempre NY, já que Paris não tendo sido nunca uma das minhas cidades favoritas. Eu gostava da cidade...excepto a última vez que lá fui. O ambiente era sinistro quer junto à torre Eiffel, quer no metro. Não sou cá de coisas, mas para quem frequentou Paris desde 1998, as coisas estão muito diferentes, e não é para melhor.

Voltando a NY...Ai, como eu adorei essa viagem. No meio de um nevão, frio, lama, a cidade era tudo! Fascinante! Senti-me em casa também (bem, mais ou menos, casa mesmo só em Lisboa do meu coração). Fiquei sempre com vontade de regressar...na Primavera, no Verão e no Outono. 

Maaaas...os EUA estão a atravessar um período inédito. Será passageiro? Será o início do fim? Não sei. Só sei que quando eu fui de férias para NY tive de ficar numa fila para mostrar o passaporte, tudo normal, mas quando chego ao guichet sou bombardeada com perguntas (em inglês, pois claro, se não soubesse inglês não sei como me safava) do género: quanto tempo vai cá ficar? em que sítio vai cá ficar? o que é que veio cá fazer? tem cá amigos ou conhecidos? quanto dinheiro traz? Sinceramente eu não estava preparada para este interrogatório, muito menos para a indignação do polícia quando eu disse que tinha 500 dólares. Alarme total: 500 dolares para 5 dias?? Como vai sobreviver??? Acalmei o senhor quando agitei o cartão de crédito. WTF? Não gostei. Foi a pior parte mesmo.

Mas sei de histórias piores! Um casal amigo meu fartavam-se de viajar, tinham carimbos recentes nos passaportes da India, México e Brasil. Assim que aterraram foram logo escoltados pela polícia, passaportes apreendidos e sala de questionário. Sem perceberem o que se estava a passar, sem poder telefonar a ninguém, estavam a entrar em desespero. Até que ele, o marido, tirou a carteira e o polícia viu que ele tinha um cartão VISA. Pediu para ver, fez uma consulta e mandou-os sair. Nem pedido de desculpa, nada. Ah, pequeno pormenor, ela tem aspecto de indiana. Mas é portuguesa. Nunca mais foram aos States e nem querem ouvir falar de tal país. Acho que eles pensaram que eram traficantes de droga por causa do percurso turístico...andam a ver filmes a mais e depois dá nisto.

Ora bem, sabendo que eles vão apertar o controlo de entradas no país, não me admira que situações destas se venham a multiplicar. E agora a exigirem as passwords do Facebook é tão absurdo quanto estúpido (seja aos sírios, iranianos, whatever). Fico triste, mesmo muito triste. 

Primeiro, queria lá levar os meus pais, mas assim nem pensar. Vai que acham o meu pai com ar de marroquino e ainda o mandam prender. O país anda dividido, uns são pro, outros anti-Trump, ofendem-se, não aceitam opiniões contrárias, estão muito xenófobos. E disso eu tenho medo.
Um turista pode ser facilmente ser confundido com um emigrante e ser insultado ou até mesmo agredido. É assim mesmo, não tenho dúvidas. A não ser que tenhamos de começar a andar com uma plaquinha a dizer turista. E isso faz-me lembrar uma outra época que a Europa quer tanto esquecer.

Lá se vão os meus planos para Miami...São Francisco...Las Vegas...Grand Canyon...O melhor é ter filhos agora e esperar para lá ir quando já forem grandes. Pode ser que aí as coisas estejam melhores...

Que desilusão. NY já não é porto de abrigo...what a shame!

Liberdade até quando?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E o instinto que não me falha?

Tenho andado à procura de uma ginecologista que me cativasse. Homem ou mulher, tanto faz. Precisava de ter um médico mais à mão, aqui em Lisboa. Penso que já devo ir na quarta tentativa. Primeiro fui a uma médica que me deixou pendurada 2 horas e ainda mandou pedir mais paciência que a sotôra ainda ia almoçar (e eu verde de fome e em stress por não estar no escritório), nada simpática. Anos à espera de vaga na Chung, mas nada. Ou grande cunha ou grávida+cunha. Nada. Depois já houve outros.
Recentemente experimentei outra, por recomendação de uma outra médica (que essa sim, adoro!). Nada contra a doutora, excepto em desdramatizar demasiado as minhas dúvidas e ansiedades. Eu sou uma pessoa que lê muito, que hei-de fazer. Fiz os exames todos. Mostrei os exames todos. 'Está tudo óptimo, vá à sua vidinha que está tudo show'. Só que eu sabia que não podia estar tudo bem.
Calhou um dia destes ler um artigo sobre uma outra médica que me pareceu curioso, só por via das dúvidas marquei (assim, uns 2 meses de antecedência). Fui.
Simpática (demais até!), mas eu sempre desconfiada. Viu os exames todos, ajudou-me a interpretá-los, verificou que realmente num deles estava qualquer coisa menos bem e passou-me um tratamento.

Pronto. Dois médicos, os mesmos exames, os mesmos sintomas, uma diz que não há nada e outra passa-me um tratamento. Em que ficamos?
Pelo sim, pelo não, prefiro a ultra simpática. 

O que me vale é que não dão consultas no mesmo hospital, senão era capaz de ser chato.
É por isso que eu aposto sempre numa segunda opinião.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Finalmente RIO de JANEIRO!!!!



Devagarinho lá vamos alcançando as nossas pequenas grandes metas ou concretização de sonhos.
Para muitas pessoas ir ao Rio é corriqueiro, nada de excepcional, para nós era (e foi) excepcional.
Até porque queríamos ir por altura do épico reveillon em Copacabana e só por isso a viagem teria o triplo do custo.
Este ano portámo-nos bem e em Setembro já tinhamos a viagem marcada. Antes de começarem a aparecer os pacotes de reveillon já nós tinhamos chafurdado todas as hipóteses.

Para esta ocasião tinhamos algumas premissas:
- ir o mais perto do dia 31 para usufruirmos mais dias no 'depois' - os voos ficam mais baratos;
- o hotel tinha de ficar em Copacabana, 1ª linha e o quarto com vista para o mar - escolhemos o Pestana em vez do Othon porque gostámos mais da localização do Pestana. O Othon é um hotel muito maior e com mais opções de quarto com vista, mas a praia em frente tem o areal mais reduzido, logo mais lotado e fica à sombra mais cedo (por outro lado, fica mais perto de Ipanema).
- as 7 noites teriam de ser 7 dormidas no hotel (muitos pacotes contam como 1 das noites a que é passada no avião).

A ideia da viagem era de descansar, conhecer a cidade, mas sobretudo sentirmo-nos cariocas. E foi o que fizemos: compras no supermercado, comer em botecos, ir a lanchonetes, beber água de coco nos quiosques na beira da praia a ver quem passa, alugar uma barraca (chapéu de sol) e cadeiras e ficar colados às pessoas na praia a ouvir as conversas. Muitas horas a andar ao sol, muitos mergulhos no mar (estava quente!!), muita boa disposição e muito, muito, muito cuidado e alerta permanente.

O único defeito do Rio é mesmo a insegurança, infelizmente. Eu já tinha ido ao Brasil (Porto Seguro na Bahia, Natal, Porto Galinhas e Fortaleza) e não me senti em perigo iminente. Era mais jovem e inconsciente, mas sempre fui medrosa, por isso sei do que falo.

Para começar, eu nunca andava com mala. Punha as coisas num saco de supermercado e seguia caminho. Nada de muito chamativo, a atracção nº1 dos bandidos são os iPhones, então os nossos telemóveis iam camuflados com capas discretas e só tirávamos fotos com eles quando nos sentíamos 'à vontade'. No final de cada dia fazíamos backup das fotos dos iphones no hotel. A máquina fotográfica tinha um cartão de memória para cada dia. Podiam-nos tirar a máquina mas pelo menos as fotos já cá cantariam.

Ainda nos aventurámos com a go pro na praia, dentro de água (houve dias em que a água estava transparente tipo Caraíbas!), filmei os nossos passeios no calçadão como se tratasse de uma máquina de espionagem. A go pro é tão pequena que cabe na palma da minha mão.

Depois na noite do Reveillón ficámos mesmo na beira da água, vestidos de branco, com cuecas vermelhas e amarelas (lá usa-se o amarelo), jogamos flores de palma no mar, saltámos mais do que sete ondas, o ambiente era bem energizante. Os fogos de artifício são de cortar a respiração! Estávamos maravilhados! Tirámos fotos, filmámos, tirávamos selfies, encantados. Quando estávamos a apreciar os útimos segundos veio um grupo de jovens e pimba! Roubaram logo 2 telemóveis mesmo à nossa frente, à descarada, tal como se vê nas reportagens na net. Foi surreal. Apercebemo-nos do arrastão e saímos de fininho. Enfiei-me no hotel e só depois de emborcar meia garrafa de espumante é que arranjei coragem para descer novamente e dar uma volta no meio do 'povo' vestido de branco, A animação era grande, mas a quantidade de pelintras pelo meio ainda era maior. 

A partir daí não facilitámos mais. A go pro ficou guardada e fotos só com um dos dois a vigiar. O problema é que os malandros estão a perder o medo da polícia. Por mais que esteja tudo policiado, vale a pena o risco. Um iphone que cá custa 800€, lá custa 2.000€. Mas é cómico (para não dizer trágico) ver miúdos desfavorecidos (favelados, como dizia o outro) com iphones 7 e outras preciosidades do género. Um absurdo.

Regressarmos sãos e salvos com todos os nossos pertences intactos foi um grande feito para nós, acreditem. Agora devem perguntar-se como é que se pode gostar tanto de um sítio onde o pânico é permanente??!! Não sei. Senti-me em casa. Mas uma casa onde não se chora o fado, uma casa onde cada dia é um dia, onde também se trabalha, onde as pessoas são amistosas, o ambiente é de muita saúde, alegria, descoberta, sei lá!

Se trocava por Lisboa...não!! Lisboa é a minha baby, o meu porto seguro. Se acabasse a violência no Rio? Epah...who knows? Talvez uma temporada.

Dicas para uns dias tranquilos no Rio? Vou escrevendo assim que tiver mais tempo, prometo.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

E o teu 2016, que tal?

Ora bem, começou menos bem. Era para ser titia e depois evaporou-se.
Trabalhinho não nos faltou, as férias foram meio corridas, algumas viagens mas a revisitar sítios, só acrescentei 2 países novos à minha longa lista de objectivos geográficos.
O meu pai teve um problema muito chato (acho que agora já posso falar) com uma paralisia facial parcial. Assim do nada ficou com metade da cara sem  mexer, sem fechar o olho e sem conseguir sorrir. Foi muito assustador por acharmos que era AVC, depois ficamos aliviados por saber o que realmente era. No entanto, dado que não se trata de um jovem de 20 anos, demorou seis meses a recuperar (neste momento está a 90%). A parte psíquica é que fica muito abalada, mas vamos lutando.
Essa parte mexeu muito comigo e com a minha família. Este ano senti que fui consumida pelos 'desabafos' familiares, pela transmissão de muita energia negativa, dramatismo, nervos e impaciência. Tentei socorrer o máximo que pude, mas estou de rastos.
Depois de muitas desandas lá se conseguiu vender a casa da minha tia. E a minha? Bem, a minha ainda está no meio das desandas. A história está a repetir-se mas com a minha casa (tudo preparado para assinar e...béu béu). Que karma! Mas as coisas são assim mesmo. Que é incrível que aconteça a mesma coisa duas vezes na mesma família, é. Também só prova que um raio pode cair 2 vezes no mesmo sítio, tal como é possível ganhar duas vezes o euromilhões.
Para já, estou a pintar as unhas dos pés, estou com esperança de sair à rua e arranjar algum sítio que me arranje as unhas das mãos, as malas estão feitas, o check-in também. Não tarda vamos rumar para outras paragens só para dar um refresh. Preciso de renovar as energias para o ano que aí vem.
Entretanto, para quem está desse lado, um 2017 excelente, com muita compreensão, gentileza e amor. Sim, com muito amor e saúde consegue-se tudo!

Até para o ano!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Os nachos do Lidl

Andam desaparecidos os meus nachos favoritos do mercado, os do Lidl.
Já percorri não sei quantos Lidls, a minha mãe também, e deles nada!

Alguém sabe o que lhes aconteceu? É que uma pessoa habitua-se a certas coisas e depois é uma chatice. Sinto-me abandonada!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A La Redoute continua a causar-me desgostos

Eu e a La Redoute temos uma relação tremida.
Já nos conhecemos há muito, muito, muito tempo. Lembro-me de pedir à minha mãe imensas coisas que depois ela é que decidia o que era válido para encomendar e o que era delírio total de uma adolescente sem Zara, nem Mangos, nem nada que se pareça no horizonte (sim, esses tempos existiram). Não raras vezes ia tudo de volta. Ou muito grande, ou muito pequeno, ou o tecido pica, ou na modelo ficava bem e a mim mais parecia um cachalote (sendo magra - mas não sabia).

Depois veio a maioridade, a internet  e compras online. Há uns anitos, antes de ter aderido ao MBnet, fiz uma encomenda tradicional acompanhada de um cheque para a La Redoute. Ligam-me a dizer que faltava o cheque. Fiquei em transe. Eu sabia que o cheque tinha ido junto da encomenda, estava tudo certinho. Alguém perdeu, alguém desviou, não sei. Só sei que tive de ir ao banco explicar o que se passava e pelo cancelamento do cheque tive de pagar, pois claro.

Fiquei um longo período de afastamento da La Redoute. Até que comecei a perceber que podia pagar por MBnet, multibanco, etc. E começaram a aparecer os descontos mega que de vez em quando fazem.

Ora bem, foi numa dessas óooptimas campanhas de tudo a 50% que fiz uma encomenda de mais de uma centena de euros. Paguei com MBnet (para quem não sabe é só o método mais seguro de pagamento online - pelo menos para mim - que cria um cartão de crédito virtual com o valor que quisermos, por norma coloco estritamente o valor que quero pagar para não haver riscos de abusos).

Depois fiquei à espera, esperei, esperei, nada de e-mails, nada de sms, nada no quisoque para levantar a encomenda, estranhei. Liguei para lá.

Então a querida funcionária explicou-me que quando foram fazer o débito do pagamento que o mesmo tinha sido recusado e que enviaram um e-mail a solicitar outro meio de pagamento (que não recebi, nem mail, nem mensagem). O que no MBnet isso é impossível, senão não teriam conseguido validar a encomenda. E o valor esteve cativo da minha conta quase uma semana. Tudo dentro do normal.
Então fui tentar perceber melhor o que se tinha passado e a conclusão a retirar é que a La Redoute ao tentar debitar um valor superior ao limite do cartão de crédito gerado o mesmo foi negado, óbvio (por isso é que eu adoro o MBnet). A senhora funcionária nega que tenham feito o pedido de cobrança superior (lá só aparece que é cartão visa). 

Isto para resumir, cancelaram a encomenda, não me avisaram, não assumem que houve erro, e principalmente, não tentaram resolver o assunto para que eu fizesse a encomenda na mesma.

O que me leva a concluir que quando se tem empregados que não entendem que o posto de trabalho não é garantido, que se o patrão não tem lucros vão haver despedimentos, que se deve sempre conquistar o cliente propondo soluções, então o negócio vai correr mal.

É por isso que ter uma empresa é muito complicado. É por isso que o meu irmão quase que não dorme para manter o negócio porque sabe que não há nenhum empregado que se empenhe tanto quanto ele. É por isso que maus empregados podem estragar um bom negócio. 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nunca digas nunca

Acabei de entregar a minha casinha à Remax. Sempre disse que Remax: nunca!! Agora morde.
Contra tudo e contra todos. Ninguém gosta da Remax (das pessoas que me contactam), mas que as Remax proliferam lá isso...
Se não resultar na Remax passo para Era. Acho um piadão colocarem na placa 'já Era'. Mas desta vez fui pelo racional e não pelo emocional. A agência fica perto de onde moro, de onde trabalho e tem boas referências. 

Durante uns meses vou ficar 'livre' de chamadas diárias de outros agentes, investidores em fúria e compradores sem dinheiro (sim, eles existem e são a maioria). Que descanso!!!

A gota de água deu-se quando um investidor começou a inventar tantas obras em casa que o valor que eu pedia teria de ser reduzido em 20% para conseguir fazer face à despesa e ainda retirar lucro. A conversa foi tão surreal que eu acabei por dizer que mesmo oferecendo a casa a custo zero, ainda lhe saía cara. Pronto, não nasci para isto. Eu faço os projectos, os bonecos, mas não me peçam para os vender. Não há pachorra para chicos-espertos.

E as pessoas que gostam muito da casa, mas só têm x valor para oferecer? E olhem que eu já baixei muito o preço...

Ninguém consegue acreditar que eu ainda não vendi o meu apê. Toda a gente achava que ia ser vendida num piscar de olhos (até eu!!). Mas não. Os portugueses querem pechinchas, resta-me virar para o mercado internacional. Para que fique esclarecido, eu tentei. Tentei mesmo. Depois não me venham dizer que o centro de Lisboa está entregue a estrangeiros. Estou a pedir pela casa o mesmo valor que a comprei, sem especulação. 

Agora vou tentar não pensar muito no assunto que é para ver se é desta que o meu cantinho passa de mãos. Às vezes penso se não será um sinal...para não vender. Será que devia arrendar? Será que...Bem, logo se vê. Daqui a uns meses!

sábado, 3 de setembro de 2016

Para quem me pergunta como vai a abstinência da progressiva

Mantenho-me firme. Químicos só as pinturas, mais nada.
Não é fácil, naaaada fácil. Desesperante por vezes. Mas voltei a ter o cabelo forte e deixou de cair. Para já não vou ficar careca!

Truques? Fita no cabelo quando vou à praia. Após o duche, rabo de cavalo bem puxado e um bocadinho de gel fixante, depois é só soltar depois de seco. Fica encaracolado nas pontas e liso na raíz.

Ando a investir em mooontes de produtos para hidratação, nutrição e fortalecimento para cabelos encaracolados e vou variando. Não há nenhum mágico, mas a verdade é que ainda não acabei nenhum dos frascos.

Objectivo: voltar a ter o cabelo de adolescente :)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pus a minha casinha à venda

Há uns três meses que pus um anúncio na internet. Telefonemas de manhã à noite de agentes imobiliários para angariar o apartamento (que insistentes e desesperados!!). Até houve uma agente que se deu ao trabalho de arranjar um falso investidor para me convencer a assinar um contrato de angariação exclusivo. É preciso ter muito cuidado, mesmo.

Alguns investidores também vieram ter comigo directamente, mas querem pechinchas, que não é o caso. A ideia de me enfiarem pessoas que não vão estimar a casa como eu deixa-me com sentimentos de culpa. Eu sei que é uma casa, mas de certa maneira faz parte de mim. Estão muitos pensamentos, vivências e sentimentos ali contidos, não é mesmo?

Depois lá me decidi a pôr uma placa na varanda a dizer VENDE-SE. Desde a primeira hora começaram logo a ligar-me pessoas a perguntarem qual o preço, as áreas, etc. Já fui mostrar a casa a uma boa dose de pessoas (desde a cuscos a pessoas mesmo interessadas), mas ainda não a vendi. Na realidade ainda não apareceu uma pessoa igual a mim: jovem estudante de outra cidade e que decidiu empregar os seus euros numa renda ao banco em vez de dar o mesmo valor por um quarto e no fim ficar não ter propriedade de nada. Eu tive essa oportunidade graças aos meus pais, que não sendo ricos, aplicaram o valor que receberam da casa da minha avó e dar como entrada para a minha casinha.

Agora o que me pasma é pessoas ligarem-me a achar que o prédio está todo à venda, quando se pode notoriamente ver que estão lá pessoas a morar. E um prédio à venda, naquela zona, nem precisava de placa que antes de anunciar já estaria vendido.

Entretanto vou ouvindo os elogios à casa ao mesmo tempo que se lamentam de ser muito cara. Eu aconselho-as a fazer uma pesquisa na internet por imóveis do género, na zona, para terem a percepção do valor de mercado. Ali não há pechinchas, nem quando a comprei foi barato, muito menos seria agora.

E mais...não tenho pressa. A pessoa certa chegará.

sábado, 27 de agosto de 2016

Porque eu mereço

Fartinha de trabalhar, fartinha de andar a correr de um lado para o outro, fartinha de nunca ter tempo para nada nem ninguém, fartinha de nunca mais ganhar um prémio chorudo no euromilhões...rendi-me às evidências e fui ao Freeport de Alcochete. Fui direitinha à Coach, bati os olhos em meia dúzia de malas e trouxe uma comigo. Oferta de mim para mim. Foi a minha primeira vez na Coach outlet e adorei. Tem muito mais oferta que no Corte Inglês e modelo muito mais giros!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O desamor

Por vezes a vida prega-nos partidas. Ou serão obstáculos da vida?
Há quem salte por cima, dê a volta, derruba as barreiras e segue em frente. Mas ha também quem chore e berre, que se descabele e desespere em frente a cada obstáculo e se pergunte e lamente porquê eu, porquê??!!! E ali ficam a torturarem-se de lamentos a achar que é o fim.

Infelizmente estou a presenciar um pequeno drama familiar que me está a deixar muito triste e desiludida.

Primeiro fiquei em transe com a doença súbita do meu pai, depois percebi que existe recuperação (lenta), que o problema dele é físico e não revela sequelas maiores. Fiquei aliviada por ver que isso não o impedia de fazer a vida normal, mesmo que toda a gente lhe pergunte o que é que lhe aconteceu, mesmo que não possa ter independência total pois não pode conduzir, tem tratamentos diários, etc. claro que por vezes desanima, enerva-se, fica de mau humor e descarrega na minha mãe.

Ah, a minha mãe.

A minha mãe vive num lamento pegado, anda frustrada por perder o verão, por não ter liberdade, por ter de ser enfermeira do seu companheiro de há mais 30 anos. Não tem paciência para lhe aturar as casmurrices, não tem amor para lhe ver a doença, não tem memória para se lembrar de quem a agarrou durante anos quando foi ela a enferma. E isso entristesse-me e desilude-me.

Não é fácil, mas também não é o drama, o fardo que tanto se lamenta no facebook diariamente. Vejo a mãe de uma amiga minha que há 7 anos acompanha o parkinson galopante que lhe quer tirar o marido e é comovente ver a dedicação e o amor com que luta por ele e para ele.

Que é isto afinal, mãe? Que é feito dessa tua força e amor? Que é feito do compromisso na saúde e na doença? Vejo e sinto que no fundo ela odeia tudo isto que está a acontecer porque é sinal que a idade traz sequelas. E para a minha mãe a velhice é o seu maior pesadelo, perder a beleza é atroz. Começa a ser doentio e preocupante. Desde quando é que eu criei uma mãe tão fútil? E se eu vejo e sinto isso, se é tão óbvio, como se sentirá o meu pai? Mal, claro.

Amo muito os meus pais, sei que estão a passar um período chato, mas caramba, há solução!

Como filha não posso puxar a orelha de cada um e obrigá-los a comunicarem e a entenderem-se. Aliás, não posso fazer nada senão ouvir queixinhas de um lado e lamentos do outro.

O meu pai revela-se um ingrato por não reconhecer todo o esforço que a mãe faz. A mãe tem falta de paciência...e amor. Acho que é isso.

É nestas alturas que se revelam as fraquezas de um casamento quase perfeito.

Veremos. Ou melhor, nem quero ver.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Grey Summer

Devia estar a relaxar na praia, preocupada com as dietas e rugas. Com indecisões graves: gelado ou bola de berlim?
Mas não. Já quase passou uma semana e tenho estado a trabalhar (uma ajudinha e tal...freelancer e tal...). Mas pior mesmo, e o que mais me deixa angustiada é o estado de saúde do meu pai. Isso sim é que é a minha maior razão neste momento. A minha angústia e noites mal dormidas. A sensação de impotência é esmagadora. Resta-me ter pensamentos positivos e rezar para que um dia venha aqui contar o que tudo aconteceu e como ele recuperou bem. Prometo.

Até lá, aproveitem bem as alegrias da vida!!!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Como pedir divórcio da progressiva

É um caso difícil.
Uma pessoa apaixona-se pela progressiva, não consegue viver sem e depois apercebe-se que é uma relação tóxica. 

Dá despesa, dá trabalho, mas faz-nos tão felizes e despreocupadas. Só que é como aquelas paixões destrutivas...o brilho que achamos que é hidratação afinal é ilusão, o cabelo começa a ficar fraquinho, a partir, a cair e nós, chorosas, a achar que vamos ficar carecas não tarda.

Então tomei coragem e decidi terminar com tudo. É difícil, penso nela muitas vezes. Todas as manhãs olho-me no espelho e suspiro por ela. Mas não vou ceder, tenho de esquecer alisamentos e progressivas e recuperar o meu cabelo.

Já há 10 meses que deixei a progressiva (marroquina) e ainda não tenho o cabelo 'normal'. Andei a usar um champô especial para fomentar o crescimento de novos cabelos, cortei mais de um palmo (chuif, chuif) e gasto fortunas em hidratações. Ainda estou naquela fase de cabelo ondulado numas partes e meio liso noutras (um pavor). Para sair de casa demoro horas a arranjar a trunfa, e esta chuva??? Parece de propósito, humpf!

Vou tirando ideias aqui e ali para ir domando os caracóis que espetam na minha cabeça feitos raios de sol. O meu Guapo ri-se à gargalhada quando olha para mim de manhã. Sempre. 

Não é fácil esta fase, o cabelo cresce devagar (vou redobrar a dose de gelatina diária) para que ganhe 'peso' e a raiz fique mais lisa. O meu problema é mesmo a raiz. Antes dos alisamentos eu tinha a raiz lisa e só ondulava depois, agora não. Pareço o Marco Paulo de antigamente.

Penso sempre que é uma fase e que vou recuperar a minha cabeleira de antes não tarda. Adoro ver que o cabelo está forte, não tenho pontas finas nem espigadas, estou cheia de cabelo e não vou ficar careca. Agora que dá trabalho dá. E leva-me cá uma dose de paciência diária que nem imaginam, mas pronto, é o que sou.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Voltei ao laser

Já percebi que definitivo só a morte (e mesmo assim...).

Depois de ter andando a fazer laser numa clínica e não ver grandes resultados a longo prazo (passado algum tempo apercebi-me que me andavam a fazer fotodepilação em vez de laser alexandrite só-porque-era-verão mas não me avisaram) resolvi ir experimentar a Clínica do Pelo aqui perto de casa no mês de Outubro passado. Fui desconfiada, mas o objectivo era uma lua-de-mel sem stresses e arrisquei.

Foi fantástico estar dois meses sem me preocupar com depilações. Só ao fim do terceiro mês é que tive de pôr mão no assunto. E fui deixando arrastar até agora. Já que me tinham tirado sinais com laser sem anestesia, também conseguia aguentar umas picadas mais intimas!

E lá fui. Dói sempre um bocadinho (faço virilha longa, quase total), mas é óptimo porque o esforço é tanto que saio de lá a suar como se tivesse feito uma hora de eliptica.

Agora é deixar passar um mês e meio e pimba, laser. Depois mais um mês e meio e zás! A partir daí espero só voltar a esturricar-me de 6 em 6 meses. Ou um ano. Sim, que os meus pelinhos são fraquinhos mas são teimosos.

Claro que depois vou decidir engravidar e as hormonas vão-me trazer os pelos todos de volta (ouvi dizer). Entretanto vou-me habituando ao cheiro a carne esturricada e picadas nas partes intimas.

Futilidades à parte, quem gosta faz, quem não gosta não faz. Não chateia ninguém, alimenta negócios e cria postos de trabalho.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

E eu que detestava música brasileira?

E maionese? E chantilly?

Agora oiço isto:




quarta-feira, 13 de abril de 2016

Lutar até à morte

Vi esta notícia e fiquei agoniada.

Onde é que eu já vi isto...Deixem ver...Ah, três anos A.C!!! Boa, que evoluídos que estamos. Em vez de termos gladiadores temos patrocinadores e pessoas auto-motivada para dar e levar pancada até à morte.

Para mim não é desporto e custa-me que considerem isto desporto. Tal como as touradas, são actividades completamente absurdas para entretenimento de um público com mentes distorcidas (e tenho familiares próximos que têm essa mentalidade distorcida fruto de uma educação distorcida). Distorcido é a palavra do dia, portanto.

Infelizes os familiares de pessoas que sejam praticantes deste 'desporto'. Ver um filho a levar pancada até à morte deve ser tortura. Digo eu.

Pronto, foi só um desabafo. Back to work.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Já vos aconteceu?

Ter um voucher de presente da Mango mas SÓ gostarem das pecinhas da Zara?

segunda-feira, 14 de março de 2016

De seda e algodão

Zara Home, achado de saldos. Só acreditei quando paguei.
Poupei 27 aérios ;)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Este 2016 não veio para ficar

Apre, que começou mal!

2015 terminou com as melhores notícias EVER! Eu ia ser tia e finalmente apareceu um comprador para a casa da minha tia.

Chegou 2016 e logo no primeirissimo dia veio a má notícia, a minha cunhada tinha perdido o bebé. Enfim, o próprio organismo rejeitou, eventualmente uma má formação do feto (antes assim...). A parte boa é que...eles conseguem engravidar (ao fim de anos a tentar). É só uma questão de nervos.

Pouco tempo depois, no dia antes de assinarmos a escritura da venda, o comprador liga a desistir da compra. Tinha acabado de perder o dinheiro todo no jogo online. A parte boa é que...não se perdeu o sinal de entrada da compra da casa e mantivemos a casa para voltar a pôr no mercado.

Por último, e espero que fique por aqui, acabei por aceitar que recebi um envelope vazio como prenda de casamento de uma amiga. Amiga, marido e filha. Até hoje não se 'lembraram' de me dar uma prendinha de casamento. Nem um postal nem um copo de cristal. Foram lá, comeram, beberam, levaram prendas de recordação e goodbye maria ivone. O que me custa não dizer nada. Mas também ia dizer o quê? Como se pode cobrar uma prenda? Ou dá-se ou não se dá. A prova que a amizade era tão sincera e verdadeira como as mamas da Ana Malhoa.

E ainda vamos em Fevereiro!