terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quando nos morre um pai de um amigo

Morre-nos um pouco da alma. As dores do crescimento não páram, a adultez sucks!
Não há palavras, não há consolo para quem fica orfão de pai ou de mãe. Ainda mais de pessoas que nos são como irmãos. O pai do amigo era como um 'tio' nosso. Viram-nos chegar nas suas vidas ainda imberbes, com borbulhas na cara e inocência em todos os poros, amigos dos filhos que vieram para ficar. O tempo passou, nós crescemos, mas o respeito pelos nossos 'tios' mantém-se. Só eles para nos fazerem sentir adolescentes outra vez, sem falsas posturas, sem voz bem colocada, sem pose estudada, somos nós, os mesmos meninos de sempre.

É tempo de dizer adeus a um desses 'tios' e é tão triste. Tão repentino e tão injusto. Cá ficarão os filhos de coração partido, uma esposa desolada sem o seu better half, e nós aqui impotentes para dizer que vai tudo passar, porque sabemos que não vai. 

Enfim, não vamos pensar...não vamos sentir...vamos andar.

domingo, 13 de agosto de 2017

Eu tenho um plano

Ultimamente andava angustiada por andar a viver a minha vida sem um objectivo específico. Mas decidi que tinha de traçar um plano, mesmo. Pensei: Vamos sentar e pensar. Vamos abrir a mente e pensar com franqueza. Foi o que fiz.

Trabalho, trabalho, trabalho...mas vamos ser sinceros, não vou conseguir manter este ritmo o resto da vida. E na minha profissão, não se dão oportunidades de trabalho a pessoas com mais de 40 anos (ainda falta, calma!). Mas tenho de pensar no futuro, não obstante de ir vivendo a minha realidade actual, day by day.

Claro que a pessoa pode sempre delirar, com um euromilhões e coisas do género. Para isso tenho ziliões de planos, que vão desde o plano A ao plano Zversão100!

Agora descendo à terra, não tenho ambição de montar um atelier e ter pessoas a trabalhar por/para mim. É uma responsabilidade enorme e exige uma dedicação 200%, uma pressão enorme para não falhar o ordenado de ninguém, e não é isso que quero para o futuro. Sei que não posso subir mais no sítio onde estou (a não ser chegar a sócia, mas não me parece viável). Então que perspectivas?

Não sou ambiciosa. Gosto muito do que faço, mesmo muito, e é isso que quero fazer. É pedir muito? Tenho um plano para o futuro, mas preciso juntar um bom fundo de investimento (aí calhava bem um premiozinho do euromilhões). É um plano arriscado, mas sem riscos ninguém avança, certo? O difícil vai ser convencer o Guapo a dar esse salto comigo, ele é super-hiper-mega conservador na área financeira, nas oportunidades de trabalho, etc. Tem a ver com a educação, eu compreendo e respeito. Afinal tudo pode dar hiper certo ou hiper errado. E convenhamos, é difícil distinguir a utopia, delírio total de uma ideia com pés para andar. Até porque no início tudo é difícil, os resultados tardam, é preciso errar e acertar, persistência, sagacidade, esperteza.

Vamos ver se o plano se concretiza (tem de se concretizar), pois o futuro dos arquitectos só a eles diz respeito (cada vez mais).

Em jeito de desabafo...eu devia era ter-me apaixonado pela área de computação, seria tão mais fácil...

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Jumpsuits e wc, vamos ser sinceras?

Como fazem?

Bebo litros de água, mas mesmo quando não bebo, não conto as vezes que vou ao wc ao longo do dia. Por vezes fico horas sentada em frente ao pc e nem me lembro que tenho bexiga, mas assim que me levanto...uiiii! Lá vou eu aflitinha. Se saio de casa é melhor nem pensar em verter águas que fico logo com vontade. Já me aconteceu chegar a uma obra e antes de entrar avisar logo que não posso demorar muito, no fim passam-se duas horas e com a distracção nem me lembrei mais que estava com xixi (é o que chamo de urina psicológica).

Adoro jumpsuits, babo-me por imensos, mas depois vem o lado prático: e ir ao wc como é? Uma pessoa despe-se toda e fica tudo no chão? E se há lixívia, e se está sujo? Como?! É que eu não me sento em sanitas alheias, never, ever!! Sempre exercício dos glúteos, 10 cms de levitação de segurança. Nem falo da arte de se auto-despir e auto-vestir (consigo tocar com as mãos em qualquer ponto das costas), mas e tudo o resto? 

Quando vejo nas revistas super models que bebem litronas de água com drenantes em jumpsuits cheios de laços e fitas nas costas penso sempre o mesmo: qual é o truque? Será que andam com molas nas carteiras para prender a parte de cima à parte de baixo para quando vão à 'casinha'? E ficar com-ple-ta-men-te nua numa casa de banho estranha? E se há uma emergência?

Estou a complicar, não?